O que você faz? Me conta...
Me diz o que você faz quando volta pra casa pensando no que você não disse por medo.
O que você sente quando o sorriso dela aparece na sua mente, sem pedir licença, e te toma por inteiro feito um tsunami?
Me diz com é que funciona essa coisa de querer sem saber se quer e de dizer sem falar nada; só digita, escreve; e nada.
O que é esse arrepio que desce pelo seu pescoço quando ela sorri sem graça olhando pro chão e você, sem saber o que fazer, sorri de volta?
Me diz!
Porque eu preciso escrever o que é que acontece pra ninguém fazer nada, pra duas pessoas que se querem tanto não se mexerem.
Porque eu preciso escrever o que é que acontece pra ninguém fazer nada, pra duas pessoas que se querem tanto não se mexerem.
Fala!
Porque tenho que tentar elucidar esse mistério do olhar, essa mania de digitar, essa ausência de estar, ser, beijar.
Porque tenho que tentar elucidar esse mistério do olhar, essa mania de digitar, essa ausência de estar, ser, beijar.
O que é mesmo esse "boa noite" e "bom dia" sem fim, essa agonia de não saber se vai, essa mania de não saber se fica?
Diz pra mim, me conta, preciso escrever!
Essa fantástica fábrica de palavras não pode parar de falar sobre a magia das idas e vindas, da sedução, do movimento pro ser, do querer, do fazer.
É uma cabeça que matuta o tempo todo e que espera ansiosamente, diariamente, por paixões, amores, temores, suspiros, taquicardias.
São dedinhos nervosos a digitar a vida, a emoção de cada segundo da incrível vida!
Me conta o que te prende, me conta porque não pode.
Se solta e corre pra ela; tenho uma história pra contar!
Se solta e corre pra ela; tenho uma história pra contar!
Me conta...

