É pra você mulher!
Hoje escrevo pra você que pensa e repensa mil vezes se a roupa está boa, se o sapato ficou legal com a bolsa...
Analisa se a blusa não está decotada demais, se o vestido não está curto demais, se a calça não está justa demais, se o biquíni não está marcando demais, se a calcinha não está pequena demais...
Se, se, se!!!
Nos perguntamos "se" por tantas questões bobas.
Investimos nosso tempo, nosso dinheiro, nossas emoções. Investimos nosso melhor sorriso, nosso olhar sexy, aquele cruzar de pernas maravilhoso guardado pro momento certo.
Nos sustentamos num salto altíssimo e fino pra tornear as pernas, que ficam lindas e continuariam lindas mesmo sem esses malditos saltos!
Mas não! Nós nos sujeitamos a tais torturas e a tantas outras como depilação no mínimo uma vez por mês, fazer as sobrancelhas à pinça (UI!), roupas que mal permitem a expansão das costelas pra respirar, curvex pros cílios ficarem lindamente longos e pretos e gigantescamente chamativos ( será que precisa mesmo? rs).
Nós, lindas e inteligentes mulheres, lemos dezenas, centenas de livros, críticas, crônicas: auto-ajuda, literatura brasileira e estrangeira, romances, romances, romances. Trilogia Grey; procuramos loucamente nosso "Cinquenta Tons" - lindo, inteligente, louco e tarado - porque na verdade pelo menos de alguma maneira todo esse sacrifício era reconhecido.
Acorda mulherada! Mamãe e papai educaram, vestiram, cuidaram. Tudo de melhor no mundo pra sua princesa.
Você hoje, mulher, dona de si, linda, gostosa (reparem que eu escrevi LINDA E GOSTOSA e não bonita...), inteligente, culta, gente boa, que curte a vida, sorri pro mundo, tem excelentes amigos e ainda pretende fazer outros bons.
Você que numa noite como essa está pensando nas mil razões de estar sozinha, em por que afinal tanta gente no mundo tá casando, namorando, noivando, sei lá o quê e você tá aí, esperando...
Vou te falar, mulher: você estaria namorando se quisesse, noiva, casada (talvez...). Estaria até sei lá o quê. O problema é que tem muita coisa envolvida, e convenhamos, tá complicado encaixar as peças do quebra-cabeça...
É simples pra quem aceita qualquer coisa, mas e pra quem sabe exatamente o que quer e o que pode?
É muito mais fácil e prático namorar, noivar, casar e ter até um sei lá o quê com uma criatura acéfala; que mal fala, que mal entende, que sequer compreende.
É mais fácil e muito mais bonito desfilar com um troféu de salto alto, que se sacrifica diariamente cuidando do seu tão estimado e idolatrado corpinho, esticando e alisando seu precioso cabelinho, encurtando e apertando o vestidinho.
É muito fácil, mulheres, ser fútil, ser babaca, ser cega, ser burra. É simples, acreditem, dá menos trabalho - pra nós e pra eles.
Mulher legal e inteligente questiona, não se contenta com qualquer coisa porque sabe o que quer, não escuta calada porque seu ouvido não é penico.
Mulher bacana, companheira, acolhe, abraça mas também critica porque quer que o relacionamento evolua sempre.
Mulher, acorda!
Não é o tamanho do seu vestido, a altura do seu salto, as circunferências da sua cintura e quadril...
É o tamanho do seu sorriso, o brilho do seu olhar, a força do seu abraço, a sinceridade das suas palavras.
É o que você é, nunca o que querem que você seja.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
O Leão Livre ( I )
O leão, criado na jaula, com tratador e ração, ao ver-se livre foi à caça.
Cruzou o mundo, desbravou florestas, se alimentou de tanta carne quanto pôde, respeitou seus mais selvagens instintos.
Cansou.
Ao notar que o mundo ao seu redor foi ficando cada vez maior e mais perigoso, o leão correu. Correu tanto, correu muito, correu o máximo que pôde.
Desviou de todas as distrações do caminho, de todas as tentações que insistiam em aparecer para dissuadi-lo.
Leão que é e sempre será, mantém-se forte, altivo, potente. Mas não mais quer correr, não mais quer caçar.
Não quer a jaula porque o cativeiro não é vida pra ninguém e sobrevida não lhe convém nem lhe cabe.
Não quer mais a adrenalina interminável da caça sem fim, o desespero de não saber se terá o alimento, o pouso incerto, a solidão da noite.
Seu espírito é livre, sempre será. Forte, selvagem, sem dono. Precisa saber que tem o mundo todo pra correr solto quando quiser e um pedaço apetitoso de carne esperando pra quando voltar faminto.
Não quer a liberdade da caça, quer a liberdade da vida.
Muito mais que a jaula e o tratador, quer sua leoa, seu amor...
Cruzou o mundo, desbravou florestas, se alimentou de tanta carne quanto pôde, respeitou seus mais selvagens instintos.
Cansou.
Ao notar que o mundo ao seu redor foi ficando cada vez maior e mais perigoso, o leão correu. Correu tanto, correu muito, correu o máximo que pôde.
Desviou de todas as distrações do caminho, de todas as tentações que insistiam em aparecer para dissuadi-lo.
Leão que é e sempre será, mantém-se forte, altivo, potente. Mas não mais quer correr, não mais quer caçar.
Não quer a jaula porque o cativeiro não é vida pra ninguém e sobrevida não lhe convém nem lhe cabe.
Não quer mais a adrenalina interminável da caça sem fim, o desespero de não saber se terá o alimento, o pouso incerto, a solidão da noite.
Seu espírito é livre, sempre será. Forte, selvagem, sem dono. Precisa saber que tem o mundo todo pra correr solto quando quiser e um pedaço apetitoso de carne esperando pra quando voltar faminto.
Não quer a liberdade da caça, quer a liberdade da vida.
Muito mais que a jaula e o tratador, quer sua leoa, seu amor...
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