sábado, 18 de junho de 2016

Gente (1,2,3,4)

Tem gente que vem nesse planeta pra ser luz no meio da escuridão do mundo, que é acalento pra dor, que é diretriz no caos.
Tem gente que coloca a gente no nosso lugar, pra viver a nossa vida, pra construir a nossa história.
Tem gente que não usa cabelo pra não ter "barreiras" entre sua mente brilhante e a incrível energia que flui em sua direção.
Tem gente que fala grosso, que sorri leve, que 4braça forte, que olha no olho com respeito e compaixão.
Tem gente que gargalha bacana, que faz piada sacana, que vive pra si e pro outro na mesma proporção.
Tem gente que batalha por todos nós, que levanta todo dia da cama pensando numa maneira de ser melhor pro planeta, que encara de frente sua missão e nos faz encarar a nossa.
Tem gente que é a gente, que é construído diariamente do nosso amor, da nossa fé em nós mesmos e no próximo, do nosso perdão.
Tem gente que é o que é, e sendo o que sou não poderia me calar.
Tem gente que é você: mestre, companheiro, pai, amigo, luz.
Sinhá, tudo nosso! Tem muita gente aqui com você e por você!
1,2,3,4!

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Frescobol II

Mais uma partida que termina, mais uma vez o sol se pôs.
Mais uma onda que bateu, mais um dia que findou.
O sol nasceu, brilhou, fez acordar cada célula daquele organismo.
Vivo, intensidade a mil num metabolismo acelerado!
A sensação de sempre, a conexão de sempre.
Não dizer nada e saber tudo.
Não saber de nada e querer tudo - de novo.
De novo não na repetição e sim na novidade,
Na leveza de ser o que se é, de rir alto,
De jogar mais uma partida sem medo da crítica.
De errar e deixar a bolinha cair no chão
Só pra ter o prazer do encostar de mãos na hora de buscar.
E voltar a jogar, e ouvir o som de uma raquete à outra.
Sentir os pés na areia, a água batendo vez ou outra.
O sol queimando a pele com o passar do dia
A partida que não se quer ver findar porque traz alegria.
Mas como todo carnaval tem seu fim, o que era claro escureceu.
O dia acabou, o sol partiu, o jogo fechou em 1x1.
Aqui todo mundo ganha.
E por sorte (ou destino, vai saber...)
Amanhã o sol nasce de novo,
A praia estará no mesmo lugar,
As raquetes e a bolinha estão guardadas e prontas pro jogo.
O que seria das partidas sem novos desafios, afinal?



quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Amor e Fé

São demais os perigos dessa vida, principalmente pra corações abertos e mentes cheias de amor e perdão. 
Credulidade demais beira à burrice, e é sabido: a fé cega não remove montanhas, no máximo faz rodar o moinho; e o moinho não sai do lugar, apenas gira, incessantemente, produzindo aquele ruído chatinho e constante, aquele ruído que vai consumindo a paciência pouco a pouco. 
Dentre os perigos, além da fé cega tem o amor burro. O amor é aquele sentimento que faz levitar, que faz acreditar no inacreditável, que cria as melhores desculpas pras piores mentiras. Ah, o amor! Sentimento tão raro, tão infinititamente bobo, tão difícil de viver e tão fácil de sentir. 
No final das contas, trata-se sempre de acreditar ou não na sua própria verdade e ser honesto, antes de qualquer coisa consigo mesmo. Quando se vive honestamente, de acordo com a sua verdade e sem pisar em ninguém pra isso, pode ser que seja de fato amor. Amor próprio, amor pelo outro, amor universal. 
Creiamos pois no ser humano! Creiamos na capacidade de restauração da fé, na capacidade de ser melhor e de fazer melhor. Tenhamos fé na luz que emana de cada um, na nossa própria luz. 
Que os perigos dessa vida sejam menores que a nossa vontade de viver, que a fé remova as montanhas, que os moinhos não existam mais, sem barulho, sem ruído, sem nada. Que a paz reine, sem mais.