segunda-feira, 25 de abril de 2016

Frescobol II

Mais uma partida que termina, mais uma vez o sol se pôs.
Mais uma onda que bateu, mais um dia que findou.
O sol nasceu, brilhou, fez acordar cada célula daquele organismo.
Vivo, intensidade a mil num metabolismo acelerado!
A sensação de sempre, a conexão de sempre.
Não dizer nada e saber tudo.
Não saber de nada e querer tudo - de novo.
De novo não na repetição e sim na novidade,
Na leveza de ser o que se é, de rir alto,
De jogar mais uma partida sem medo da crítica.
De errar e deixar a bolinha cair no chão
Só pra ter o prazer do encostar de mãos na hora de buscar.
E voltar a jogar, e ouvir o som de uma raquete à outra.
Sentir os pés na areia, a água batendo vez ou outra.
O sol queimando a pele com o passar do dia
A partida que não se quer ver findar porque traz alegria.
Mas como todo carnaval tem seu fim, o que era claro escureceu.
O dia acabou, o sol partiu, o jogo fechou em 1x1.
Aqui todo mundo ganha.
E por sorte (ou destino, vai saber...)
Amanhã o sol nasce de novo,
A praia estará no mesmo lugar,
As raquetes e a bolinha estão guardadas e prontas pro jogo.
O que seria das partidas sem novos desafios, afinal?



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