terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Correr!!!

Alguém teve a oportunidade de ver o céu hoje no começo da noite? A Lagoa estava uma verdadeira mistura de cores depois de uma chuva leve e breve que caía.
Em meia hora de treino vi o céu mudar várias vezes, vi azul de verão, laranja de pôr-do-sol, aquele amarelo clarinho que o sol faz quando se esconde por trás da nuvem, cinza pré-tempestade e até um off-white, cor da moda, do pós chuvinha leve.
Correr me transborda, me leva ao êxtase como nenhuma outra coisa faz - nenhuma mesmo! É ser capaz de dar a si mesmo toda a felicidade e satisfação, é poder ver as cores do céu, sentir a brisa quase gelada do vento contra, ver inúmeros loucos como você suando, respirando forte e ao passar lançar um sorriso rápido mas verdadeiro, de quem é cúmplice do prazer de correr, de quem sabe o que o outro está sentindo.
Melhor ainda que correr é ensinar alguém a correr, é ajudar um caminhante a virar um corredor, é ver a satisfação ao final de um objetivo realizado, é ver a linha de chegada junto, pegar as medalhas, olhar pro lado e ver algo de admiração, de gratidão, de amizade e ter a certeza de que é uma via de mão dupla.
Tem algo de plenitude, algo de sentir-se inteiro, em gesto de doação; é ser você, correr pra você, doar alguns minutos ou horas ao seu bel prazer, sem preocupação com o que vão pensar, se o celular vai tocar, se a música que está ouvindo vai agradar ou não.

Correr: corpo e mente em harmonia e mais um bocado de energia!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dia da Saudade

Um dia como outro qualquer, vendo as muitas loucuras do fantástico mundo do Facebook, deparei-me com o fato de que hoje é o Dia da Saudade. Perguntei por um segundo: tem dia agora pra "comemorar"  a saudade, é isso?
Certamente quem me conhece sabe que a saudade, sentimento definido por uma palavra e que existe apenas na nossa língua (o que muito me orgulha), é talvez a minha mais presente emoção. Vivo de cada momento e a intensidade faz parte de mim; talvez por isso sejam tão fortes as minhas relações, as minhas alegrias e as tristezas também.
Cada momento me traz uma saudade diferente; cada pessoa que passa marca de alguma maneira, deixa em mim um outro tipo de saudade; aquela sensação de que poderia ter sido mais, ter vivido mais, ter sentido mais.
É quando vem essa saudade do que não foi que me pego pensando nas peças que o destino nos prega, colocando gente da melhor qualidade no nosso caminho: paixões de doer, amores de viver, filhos pra guardar, pais pra lembrar, amigos pra sorrir. É quando fechamos os olhos e procuramos desenhar em nossas mentes o rosto, o contorno dos ombros, o jeito de caminhar, o sorriso, o gesto das mãos; quando recordamos o cheiro, o gosto, o tom da voz suave ou forte dependendo do estímulo dado; é nessa hora que quem se foi volta tão rápido, tão vivo, tão presente que por um minuto torna-se realidade.
Ela dói, é fato. Saudade dói, às vezes magoa porque sabemos que não podemos sentir - ou não devemos - e mesmo assim ela insiste em bater, insiste em aparecer, se fazer presente e se fazer viva mais uma vez.
Ouvi de alguém a quem admiro e aprendi: a dor é inevitável mas o sofrimento é opcional; e é assim! Sinto uma saudade sem fim do que não vivi, sinto mesmo saudade de ver meu pai me ver na chegada de uma corrida, de ouvir minha filha me chamar de mãe, de acordar junto de quem amo "por todos os dias da minha vida"...
Não sofro pelo que passou, não mais. Vivo pelo que sou, feliz por quem me tornei e principalmente grata a todos aqueles que comigo cresceram, que tanto me ajudaram a entender que essa saudade da minha própria vida nada mais é que a certeza de que vivi momentos que merecem ser relembrados e vividos tantas vezes quantas minha mente quiser - e olha que ela quer!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Compartilhar

Compartilhar, verbo tão na moda. Analisando com atenção pode-se ver que é tamanha a dificuldade de praticar de fato tal ação.
Fala-se em dividir os problemas, em multiplicar as alegrias, em somar as histórias. Sonha-se com o relacionamento perfeito onde tudo é dos dois, onde a vida é uma só, onde a individualidade quase que se extingue em nome do suposto amor.
Pois bem, seja forte e compreenda: não são as relações matemáticas, muito menos o egoísmo de uma vida em comum baseada em abdicação. Não é uma questão de mais ou menos junto, de olhar para uma mesma direção, de ter um único objetivo comum.
Compartilhar significa olhar para vários destinos, ter prioridades diferentes, crescer juntos e assim entender a hora de diminuir ou aumentar a velocidade das coisas. Significa dormir junto e as vezes separado porque nem sempre é legal ficar grudado; ter poder de decisão sobre sua própria vida e poder dizer isso sem um sofrimento prévio e desnecessário; é ter vontade de ir e poder ir juntos, caso seja possível e agradável; ou separados e felizes para que no final do caminho se encontrem e comemoram mais uma vez o sucesso de suas jornadas.
Compartilhar, conviver, olhar pra uma vida em comum e enxergar duas vidas que juntas são muito melhores. O fato é que ser feliz sozinho é necessário para o sucesso da felicidade a dois; não saber amar a si mesmo é o primeiro passo para o fracasso do amor, da amizade, do respeito, da harmonia.
Baseie sua vida na paz entre as pessoas, na harmonia interna, no sonho do que ainda virá e na condição indiscutível de ser apaixonado pela vida e suas peripécias.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Sim

Aniversário muito bom c/ as pessoas + importantes da minha vida ao meu lado (quase todos...).
Obrigada a todos os q me desejaram coisas boas, a recíproca é verdadeira!
Sim, sou muito alegre.
Sim, tenho um mau humor do cão c/ fome e de TPM.
Sim, acho que tô certa sempre ( e quase sempre tô, hahaha).
Sim, aprendi que o silêncio às vezes vale mais.
Sim, SOU FELIZ POR SER O QUE SOU E POR TER AO MEU REDOR PESSOAS TÃO ESPECIAIS.
OBRIGADA!

26 de outubro de 2011

Inesquecíveis

É engracado... Tem gente que convive conosco durante anos e não faz questão nenhuma de fazer diferenca. Por outro lado, há pessoas que são colocadas nas nossas vidas e que amamos, sem saber porque, num curto espaço de tempo tornam-se inesquecíveis.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Encontro Marcado

Encontra-se nos mais distintos lugares pessoas que têm uma espécie de encontro marcado.
Passa tempo, sitações novas surgem, algumas que juram ser pra sempre - e o encontro marcado fica pra outro dia.
Como por encanto, destino, carma, nomeie como queira; numa noite duas pessoas se encontram ( ou três ou quatro, rs) e olhares se cruzam, e as almas se falam: pronto, deu-se o encontro! E contra esse instante não há conspiração do universo, não existe hora errada, ñ existe tempo ruim.
É quando tocam os sininhos ( prefiro tamborins!), quando o céu se abre, quando estrelinhas surgem em volta do outro ser e o instante dura a eternidade e mais três dias.
É aí, é agora, sem espera, sem demora, com risco, com perigo, sem cuidado, sem critério; simplesmente porque tem que ser assim.
Um encontro marcado acontece mais cedo ou mais tarde, basta ter a mente alerta e o coração preparado pra batimentos acelerados e felicidade instântanea.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Enigmas

As pessoas são enigmas.
Por um momento sofrem, se apegam, sentem saudade, falta.
Por outro riem, sorriem ao vê-la(o) passar como se nada tivesse acontecido, tratam-na como amiga (o).
E de repente, o tempo não passou, as dores desaparecem, a felicidade vem e...
E há que acordar! E perceber, e tomar cuidado, e ver que de dentro pra fora vale, mas de fora pra dentro jamais.
Dá p/ perdoar sempre (ou quase sempre), mas esquecer?
Difícil, bem difícil...

11 de novembro de 2011

Mais

Não são as coisas, são as pessoas. Mudam constantemente, evoluem, amadurecem. Crescem pelo amor, quase sempre pela dor... Mas crescem!
E quando o dia chega, não tem jeito: um ombro amigo p/ consolar, um sorriso amigo ao chegar, um abraço amigo pra viver. Cada dia reserva uma novidade, uma nova verdade.
Vivamos hoje melhor que ontem, amemos mais, cuidemos mais.

17 de novembro de 2011

Aqui ó!


Engraçado esse negócio de interpretar as ações e palavras das pessoas.
Por muitas vezes fui considerada anti-social, grossa, "marrenta" por pessoas q jamais tiveram qq contato comigo. Por outro lado a grande maioria q de fato me conhece (graças a Deus) ñ tem essa opinião.
Ñ, eu ñ fico sorrindo p/ td mundo; certamente só brinco c/ qm eu gosto, só encosto em qm eu sinto uma energia boa, e foi mal ...
aí se em algum momento minha maneira "sutil" de ser magoou alguém.
Desajeitada c/ as palavras mtas vezes, mas c/ um coração bobo q gosta mt de qm gosta de mim.
Qm eu gosto sabe disso, faço questão absoluta de dizer e demonstrar isso.
Agora p/ qm acha q sou só um sorriso amarelo estampado no rosto, sinto mto: ñ sou legal o tempo todo.
24 de novembro de 2011

... (2)

Certas coisas falam por si. Atitudes valem + q palavras muito embora saibamos que algumas palavras causam uma certa dor física.
Certas coisas resistem ao tempo, aos acontecimentos, às tempestades. Ainda assim deve-se avaliar diariamente gesto, cada resposta, vigiar o pensamento.
Nada é certo ou errado só; ñ existe verdade absoluta. Há q respirar fundo, observar-se, observar.
Não se iluda: conviver é muito difícil
.

30 de novembro

Só tem comediante

P/ constar: como tem comediante nesse mundo, impressionante!
Ataque ninja, bomba de fumaça, visita a Marte; use a expressão q melhor couber. Sumir ñ é engraçado mas reaparecer como se o tempo ñ tivesse passado é HILÁRIO!

6 de dezembro de 2011

Correr, correr!

Pq correr me faz feliz, me traz vida, paz, harmonia. Pq o meu maior desafio é chegar cada dia mais longe, com mais energia, com mais alegria.
Correr é uma missão, é uma escolha de vida que requer sacrifícios; mas cada um deles vale a pena qdo a gente passa dalinha de chegada c/ um sorriso no rosto, qdo termina um treino olhando pro relógio e tendo certeza q td correu bem, q vc tá inteira, q foi td do jeito q tinha q ser.
E qdo dá errado? Aí valeu a felicidade de começar, a energia de cada movimento, cada passada, cada gota de suor.
Sim, eu corro e sou feliz!

6 de dezembro de 2011

Mágica

Existe algo de mágico em começar a colocar as ideias no papel. Vem uma sensação de poder ser o que quiser, estar em qualquer lugar e ao mesmo tempo em lugar nenhum.
Outro dia me peguei pedindo a alguém muito importante para não pensar em nada, em absolutamente nada e apenas aproveitar aquele momento; observar cada som, cada gesto, cada olhar.
São únicas essas vezes na vida em que nos deparamos com a possibilidade da ausência de cobrança por atenção, carinho, atitude; simplesmente porque faz-se desnecessária.
Tem gente que precisa... Mas tem gente que sem esforço algum é percebido, agraciado com um olhar eterno e um carinho tão leve, mas de natureza profunda.
É que estar com alguém é fácil, é bom, favorece ao furtivo dom de ir, sem mais. Agora ser alguma coisa com alguém, ah! Isso é maravilhoso, transcende qualquer significado!
É falar sem pronunciar uma palavra, é tocar e revelar a si e ao outro, é ter juntos uma química que poderia ser música, ser cheiro, ser gosto.
É a mágica que faz das horas dias, dos dias meses, dos meses anos. É a magia de fazer um simples momento tornar-se uma história de amor sem ponto final.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Sorriso do dia

Por que escrevo? Sobre o quê escrevo?
Falo sobre a vida que vejo através das lentes coloridas que insistem em ficar na minha frente.
Falo sobre o cinza que de vez em quando aparece e que se vai.
Falo sobre a insanidade do dia-a-dia, sobre a loucura de assumir ser o que é.
De acordar sorrindo e no minuto seguinte estar de mau humor, de bater a cabeça na janela do ônibus indo trabalhar, de se olhar no espelho antes de dar aula e ajeitar os cachinhos do cabelo.
De entrar, porta por porta, com um "Bom Dia" sincero e um sorriso estampado. Receber sorrisos, elogios bobos que as vezes fazem o dia.
Olhar o sol através das janelas, ver a cidade verde, azul, cinza, e de tantas cores. Tomar um café feito com carinho, trocar 4 ou 5 palavras, fazer sorrir em minutos.
E o dia segue, e mais um dia vem...
E sobre o que é eu eu estava falando mesmo?

Sem pressa

Como seria bom viver de um amor e uma cabana!
Vivi, sei como é: é lindo, é antes de qualquer coisa inesquecível!
Acorda junto, dorme junto, almoça junto, janta junto, vive junto, respira junto...
Acontece que um dia ñ acorda mais junto; no outro não dorme mais junto...
Não dá mais tempo de almoçar nem jantar juntos; viver juntos torna-se complicado demais.
Faz-se necessária a convivência prévia, a paciência eterna, a cumplicidade, a verdade que só vem com o tempo.
Não o tempo corrido, dias, anos; mas sim o tempo vivido. Há que acordar e dormir em sua casa, se encontrar durante o dia, durante a noite. Há que sentir saudade, sentir vontade.
Há que sonhar com o futuro, e ter tempo para cada sonho, para cada plano; porque antes de qualquer coisa, há que fazer planos, ainda que bobos e etéreos.
Viver é muito fácil, conviver nem tanto.

Tudo passa

Ok, as pessoas se gostam, aproveitam bons momentos, desfrutam de sensações únicas.
Acontece que o momento passa, que a lembrança fica, que o mundo gira e que no final de tudo (se é que existe final...) a saudade vai bater, o peito vai doer e mais uma vez, vai passar.

14 de janeiro de 2012

Céu na Terra

É essa a saudade: da cor, da vida, do som, da festa.
Dos sorrisos, das risadas, dos braços dados em volta do bonde.
Dos chinelos perdidos, dos pés imundos de água e lama.
Da água vinda das janelas e varandas, das mil fantasias.
Do suor misturado, da maquiagem indo embora com o passar das horas.
... De ouvir o som diminuir, de custar a crer que acabou.
Saudade das ladeiras, dos paralelepípedos, das janelas amarelas e bancos de madeira.
Saudade.
 
11 de janeiro de 2012
 

Ao quadrado, e além...


Amar alguém vai além do egoísmo de ter,
É acima de qq coisa ver feliz, saber fazer feliz.
É olhar uma foto antiga e sorrir,
É vê-lo feliz, ainda q distante, ainda q c/ outra amada,
E ser capaz de desejar o melhor.
Amar é tudo junto e misturado,
É dar o ombro qdo preciso, o colo qdo necessário
E o abraço a qq momento.
Pq o amor, meus caros, é muito mais q "eu te amo".
É atitude!

9 de janeiro de 2012

A arte do desencontro

Quais não são os desencontros dessa vida...
E quantos são os desnecessários reencontros...
#nadaehporacaso

7 de janeiro de 2012

É Natal!

Ontem, em meio a um caos de presentes, papéis, laços de fita e uma lista singela de presenteados peguei meus pensamentos voando longe, anos atrás...
Os primeiros Natais são sensacionais! Um bebê fofo pela casa, presentes de infinitas cores, sons, texturas; bochecas apertadas mil vezes, bebê no chão descobrindo as bolinhas de Natal daquela árvore gigantesca e brilhante que tempos depois ele vai ajudar a montar. Uma criança corre da sala pros quartos, faz barulho, ri! Ah, qual é a alegria comparável à risada de uma criança? Uma mocinha sentada no sofá, comportada, conversando com todos os adultos sobre "os assuntos do mundo", respondendo pela milésima vez que não, ela não vai ser médica como o papai e a mamãe quando crescer; que ela quer ser professora de natação; e ouvir as risadas dos adultos, podendo ouvir suas palavras ainda que não as digam " Ah, pobre criança sonhadora!".
E passam os anos, os Natais já não são mais os mesmos; a sala não está mais lá, não tem cadeira de balanço, não tem árvore gigante no canto da sala de mármore rosa, não tem piano pra brincar sentada do colo do herói, não tem mais herói...
Perde o sentido quando o próprio foi criado com base num toque de dedo na porta, com o reconhecimento desse toque pela voz que vinha lá de dentro, a voz de poucas pessoas mas que representavam uma família, que como por encantamento - desapareceu! E mais Natais vêm, e outras famílias chegam às nossas vidas, e conseguimos então perceber que família são aqueles que compartilham conosco de nossas vidas, de nossas alegrias, tristezas, realizações e frustrações; são aqueles que fazem nosso doce preferido e guardam um potinho na geladeira caso a gente só vá mais tarde ou até no dia seguinte. E o Natal foi feliz de novo, e é tão feliz hoje, mesmo faltando pedaços, mesmo com tanta distância, mesmo sem criança (ainda, rs).
Somos felizes porque somos juntos; somos mais, somos melhores e sei que em qualquer parte do mundo, em qualquer tempo, serei eu uma Amorelli, que passei Natais felizes em Ipanema; serei uma Dias Rocha que teve uma infância incrivelmente feliz no Caju; serei Barbie pra minha mãe de leite que eu amo tanto, serei pra sempre a menina que não pára de pular nas festas (seja a festa que for) e que por isso abria um sorriso no rosto da Tia Norma e do Tio Carlos, os pais que eu escolhi depois dos meus. Serei nessa vida e em todas as outras, se Papai do Céu deixar, a maninha da Clá e do Rapha, a cat da Faby e a irmã chata do Wagner que quer subir na cadeira junto pra cantar um parabéns que não é o meu.
Quando comecei a escrever estava pensando num desejo de Natal a todos aqueles que amo. Sei que falei de pouquíssima gente, sei que falta muita coisa, mas tenho certeza de que são esses poucos e raros momentos que agora fazem descer essas lágrimas num sorriso aberto.
Feliz Natal!

24 de dezembro de 2011

Bom mesmo é ser feliz!

Pessoas lembrem-se da maravilha q é ser criança. Viver cada minuto c/ um sorriso no rosto e um sonho na cabeça, acreditar no inacreditável, ter amigos imaginários, olhar uma borboleta voando e correr atrás dela c/ um sorriso nos lábios.
Sentar no colo da sua mãe ou adormecer no peito do seu pai, comer bolinho de chuva da sua vó, olhar pro seu avô dormindo dps do almoço e ver em cada ruguinha dele um pedaço da sua história.
Olhar pros seus irmãos já adultos e ter um milhão lembranças tão vivas q aquecem o coração. Almoçar c/ suas amigas e se reconhecer no olhar, nos gestos, nas palavras q saem iguais, nos pensamentos diferentes e na compreensão de cada momento difícil.
Outubro é um mês q adoooro (pq será? rs). Ñ foi a toa q nasci antes do tempo: ñ tive paciência p/ esperar - e continuo ñ tendo. Fiz questão de nascer no mês das crianças, de correr como uma criança a td e qq tempo (e em qq lugar), de sorrir e continuar acreditando em coisas inacreditáveis. Gosto de camisas de bichinho, de coisas fofas, de caneta colorida.
Obrigada a tds os q participaram da minha infância, da 1ª, 2ª, 3ª e da infinita q é ser feliz ao lado dos q compartilham dos meus momentos.

" Bárbara, vai ser médica igual ao papai e à mamãe qdo crescer?
Deus me livre! Vou ser professora de natação!"
            

As crianças só querem ser felizes, nada +.

6 de outubro de 2011

Parabéns, vô!

Fazer docinho de colher pro niver de 90 anos do vô me trouxe mtas lembranças.
É a parte mais antiga de mim, da minha história.
Foi o q menos falou mas foi qm participou de momentos q ninguém viu...
Me viu nadar, me viu dar saltitos (sim, eu fiz ginástica olímpica rs), escutou pacientemente a balbúrdia da volta da escola dentro do carro, carregou mochila, foi - e continua indo - à feira comprar as coisas gostosas q eu adoro, guarda limonada na geladeira td domingo p/ qdo eu chegar, ñ manda beijo pelo telefone mas me chama de minha filha o q mto aquece meu coração e minha alma.
Meu pai foi cedo, bem mais cedo do q eu gostaria... Mas ficou meu vô, firme, forte e tão meu q sequer consigo imaginar o dia de sua ausência.
O q são 90 anos?!!! Uma coisa é certa: a genética é boa, e a meta são os 100!
20 de agosto de 2011

Reflexão de 3 minutos

Estranho essa coisa do tempo passar... O q era inesquecível fica distante e a saudade insuportável vira uma lembrança. O q doeu agora é motivo de reflexão e os mtos sorrisos tornaram-se apenas paz no coração e certeza de ter feito o melhor.
Onde ficam os sonhos? Onde foram parar as palavras doces, os olhares infinitos de amor e de perdão?
Ser humana e saber chorar; ser mulher e morrer de rir no minuto seguinte; ser Bárbara: apaixonar e fazer apaixonar, sonhar, viver o mundo, chorar, correr p/ esquecer, acordar sorrindo e viver mais um dia.
Difícil de entender? Disseram-me certa vez: NÃO VIM AO MUNDO EXPLICAR NADA, VIM PRA CONFUNDIR TUDO!
#eqainspiraçãosigacomigo
18 de agosto de 2011

Numa folha qualquer

Aqui a pensar estava quando me veio a imagem de um origami. Um desses bonitinhos, passarinho, flor, coelho; coisinhas fofas p/ impressionar. Pois bem, analisando todas as etapas do processo...
Papel, liso, em branco; pronto para letras, palavras, desenhos, pinturas, cores, cortes, dobras. Aparecem as mãos. Tocam, analisam, sentem a textura. Com os olhos a análise se completa e decide-se então por iniciar o processo. São muitas as opções e uma única escolha.
A escolha é o papel, puro, simples, em branco, por si só. Dobrá-lo uma vez , duas, três, infinitas vezes; tantas quantas forem necessárias. Por inexperiência precisa dobrar e desdobrar e voltar a dobrar em outra posição, de outra maneira, até que se alcance o formato desejado.
Depois de algum tempo chega-se ao resultado esperado: a conquista de uma aparente perfeição, um pássaro. Porém sem olho, sem penas; não tem detalhes, não tem singularidade. Deste mesmo podem ser feitos tantos outros exatamente iguais, por outras mãos, outros olhos. Toda a individualidade morreu na escolha anterior. Ao tentar moldar o papel, perdeu a chance de dar vida a ele, emoção, sentimento, verdade.
Quem sabe um desenho? Quem sabe palavras? Quem sabe?
25 de julho de 2011

Soltaram o Leão

Uma breve história p/ domir:

O leão vivia na jaula. Era alimentado regularmente c/ ração. Criado em cativeiro o animal acostumou-se à comodidade da comida na boca, do lugar quente para dormir e, porque ñ, do olhar de admiração dos que passavam do lado de fora.
Um belo dia, por descuido, por falta de atenção, por estar ocupado d+ c/ outras coisas, o tratador deixou a jaula aberta. Num primeiro momento, sem sequer compreender o que estava acontecendo, o leão apenas olhou para fora e pôde perceber a imagem que agora ñ mais era fracionada como antes (efeito das grades sob seus olhos). O que antes lhe parecia dividido, fazendo assim com que sua jaula e sua vida lhe parecessem tão inteiras, agora aparecia a sua frente como um infinito de possibilidades.
Por dias o leão apenas olhou; observou, sentiu a ausência do tratador, de sua ração. O frio começou a incomodar, a fome doía. A jaula aberta, o medo do novo, o pavor do desconhecido: como seria a vida lá fora? Quem cuidaria, trataria, daria de comer? - ele se perguntava a todo instante.
Acordou, mais uma noite de jaula aberta, de frio, de fome. Mais uma manhã... As pessoas ñ mais se aproximavam de sua jaula com medo da porta aberta... O leão chegou até a porta, olhou para os lados como que implorando para que seu tratador chegasse e o salvasse dele mesmo, ou do que ele julgava ser tão perigoso e tão doloroso: A LIBERDADE. Temeroso, permaneceu sentado à porta, uma lágrima desceu, um último suspiro e nada. Sem mais temer, sem mais pensar ele saiu em disparada, correu mais do que pôde, mais do que jamais tivera espaço pra correr. Viu-se forte, imponente, capaz. Como que por encanto o frio passou... Com fome ainda, sentiu seu instinto gritar e foi à caça.
O tempo passou, o leão sobreviveu. Vive feliz, e hoje, independe de olhares desconhecidos de admiradores, de ração, de tratador. Vive a vida que escolheu, a vida que ele ousou, que ele conquistou.
E o tratador? Será só mais um na vida de outro pobre leão...



8 de julho de 2011

...

São mtos os caminhos, poucas as respostas, tantas as perguntas.
Serão mtas as batalhas; mas por sorte temos aliados!
E são eles os nossos amigos, aqueles q amamos, q podemos contar.
São estes q ao nosso lado lutarão e q, msm na aparente derrota ( sim, pq ñ há verdade absoluta e numa batalha tds são perdedores pelo simples fato de ñ terem alcançado o entendimento) darão seu carinho, seu afeto e seu ombro p/ nos apoiar.
Repetir tantas vezes qtas forem necessárias: " Isso também vai passar."


Em 30 de junho de 2011