Compartilhar, verbo tão na moda. Analisando com atenção pode-se ver que é tamanha a dificuldade de praticar de fato tal ação.
Fala-se em dividir os problemas, em multiplicar as alegrias, em somar as histórias. Sonha-se com o relacionamento perfeito onde tudo é dos dois, onde a vida é uma só, onde a individualidade quase que se extingue em nome do suposto amor.
Pois bem, seja forte e compreenda: não são as relações matemáticas, muito menos o egoísmo de uma vida em comum baseada em abdicação. Não é uma questão de mais ou menos junto, de olhar para uma mesma direção, de ter um único objetivo comum.
Compartilhar significa olhar para vários destinos, ter prioridades diferentes, crescer juntos e assim entender a hora de diminuir ou aumentar a velocidade das coisas. Significa dormir junto e as vezes separado porque nem sempre é legal ficar grudado; ter poder de decisão sobre sua própria vida e poder dizer isso sem um sofrimento prévio e desnecessário; é ter vontade de ir e poder ir juntos, caso seja possível e agradável; ou separados e felizes para que no final do caminho se encontrem e comemoram mais uma vez o sucesso de suas jornadas.
Compartilhar, conviver, olhar pra uma vida em comum e enxergar duas vidas que juntas são muito melhores. O fato é que ser feliz sozinho é necessário para o sucesso da felicidade a dois; não saber amar a si mesmo é o primeiro passo para o fracasso do amor, da amizade, do respeito, da harmonia.
Baseie sua vida na paz entre as pessoas, na harmonia interna, no sonho do que ainda virá e na condição indiscutível de ser apaixonado pela vida e suas peripécias.

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