Como é que faz quando a roda gigante dá um giro completo?
Quando a roda custa a girar a gente realmente acredita que não faz mais parte dela, que mudou de brinquedo.
Passa pela montanha-russa, e acha que ela nunca vai terminar. Anda de carrossel, brinquedo sem graça, sem emoção, vê tudo no mesmo nível, roda, roda e nada muda.
Trem fantasma, cheio de medo, de ansiedade, de confusão, de gente que sequer sabe pra onde está indo mas acha graça do desespero alheio.
Carrinho bate-bate, que trafega num espaço fechado com um monte de gente rindo e batendo de frente uns com os outros, sem chegar a lugar nenhum!
E pára: come uma maçã do amor pra ver se a sorte reaparece nesse meio-tempo de distração. E segue: porque as luzes continuam acesas, o parque de diversões permanece aberto ao público, o show não pode parar!
Andar pelo parque sem saber pra onde ir...
Quem nunca enfrentou por horas a fila da montanha russa só pra sentir de novo aquele frio na barriga, as imagens passando velozes por seus olhos, o mundo de cabeça pra baixo? Pois embarcamos mais uma vez no vagão, descemos, subimos, rodamos, o estômago vem na boca, o coração a mil! E mais uma vez acaba a emoção.
A roda gigante sempre lá, magistral, linda, brilhante. Depois de passar por tantos brinquedos é nela que voltamos porque é dela que conseguimos ver todo o parque, é dela que contemplamos o valor de cada coisa lá embaixo, que podemos ver de todos os ângulos, que temos tempo de avaliar a emoção de estar no alto e a serenidade de estar próximo do chão.
Saibamos então entrar e sair dos brinquedos; saibamos a hora de voltar pra roda gigante e nela permanecer até que cada momento tenha sido avaliado, estudado, entendido e que possa ser lembrado com um sorriso de saudade.
domingo, 29 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Desejo
Já sentiu o mundo rodar? Já olhou pra baixo e viu seus pés fora do chão? Já fechou os olhos e viu a vida inteira passar diante de você?
É quando o universo conspira que tudo acontece. É o destino, é Deus, é o acaso; coloque o nome que quiser. O importante é a maneira que sentimos, é a emoção, é o pensamento desgovernado. É ter as mãos trêmulas e o corpo firme pra tudo o que vem. É o brilho dos olhos, o leve mexer nos cabelos, elevar as sobrancelhas, descruzar os braços, deixar os gestos falarem por si.
Com sua linguagem tão própria o corpo não fala, mas grita! Antes que possamos nos dar conta do que sentimos ele se antecipa e grita com todas as forças o que não queremos admitir. O incontrolável desejo do beijo, a indecifrável vontade do silêncio do toque, a gentileza de um olhar quase infinito.
Deixe-se levar! Deixe fluir, a imaginação além de única é libertadora! Trabalhe com seus sonhos com seus desejos mais íntimos: aproveite, eles são sua melhor oportunidade de rompimento com o padrão.
Existe o certo, o errado e o que você quer! E entre eles existem espaços de imaginação e liberdade. O espaço é infinito, a vontade momentânea, mas o desejo... Ah, o desejo!
Esse quando vem dilacera, exacerba, leva além do limite do certo e errado.
Sempre deixei o desejo falar por mim; magoei e fui magoada por isso. Hoje administro as emoções como administro minha vida: com paixão e consciência.
Falo agora no "eu" pois antes de tudo é o MEU desejo que hoje escreve, é a vontade que nunca passou no infinito do meu pensamento, da minha imaginação.
Liberte o seu desejo! Exacerbe sua vontade! Reavalie suas noções de certo e errado e o espaço entre elas - é nesse espaço que quase sempre encontramos a felicidade.
É quando o universo conspira que tudo acontece. É o destino, é Deus, é o acaso; coloque o nome que quiser. O importante é a maneira que sentimos, é a emoção, é o pensamento desgovernado. É ter as mãos trêmulas e o corpo firme pra tudo o que vem. É o brilho dos olhos, o leve mexer nos cabelos, elevar as sobrancelhas, descruzar os braços, deixar os gestos falarem por si.
Com sua linguagem tão própria o corpo não fala, mas grita! Antes que possamos nos dar conta do que sentimos ele se antecipa e grita com todas as forças o que não queremos admitir. O incontrolável desejo do beijo, a indecifrável vontade do silêncio do toque, a gentileza de um olhar quase infinito.
Deixe-se levar! Deixe fluir, a imaginação além de única é libertadora! Trabalhe com seus sonhos com seus desejos mais íntimos: aproveite, eles são sua melhor oportunidade de rompimento com o padrão.
Existe o certo, o errado e o que você quer! E entre eles existem espaços de imaginação e liberdade. O espaço é infinito, a vontade momentânea, mas o desejo... Ah, o desejo!
Esse quando vem dilacera, exacerba, leva além do limite do certo e errado.
Sempre deixei o desejo falar por mim; magoei e fui magoada por isso. Hoje administro as emoções como administro minha vida: com paixão e consciência.
Falo agora no "eu" pois antes de tudo é o MEU desejo que hoje escreve, é a vontade que nunca passou no infinito do meu pensamento, da minha imaginação.
Liberte o seu desejo! Exacerbe sua vontade! Reavalie suas noções de certo e errado e o espaço entre elas - é nesse espaço que quase sempre encontramos a felicidade.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Medo
O medo que por vezes lhe alucina é o mesmo medo que me retrai.
A sensação de fobia, de não ter controle sobre o que sente, de ver as reações do seu corpo enquanto sua alma contraída se esconde num canto escuro e chora.
Seria ótimo viver só de sorriso, de belos gestos, de sol constante. Não existe, não é, não funciona assim.
O pavor aparece vez em em quando, se instala e tudo o que você quer nesse momento é o aconchego do seu quarto, quem sabe o colo de alguém em quem confie. Ou quer mesmo a solidão e todo seu sofrimento ali contido porque o momento é de dor e é nessa dor que quer se afogar até conseguir voltar à margem.
Faz parte da evolução de todos nós. A dor é parte do crescimento e sem ela ficamos um tanto órfãos do aprendizado. É necessário descer para aprender a subir e a se manter no alto. É preciso chegar ao fundo do poço para descobrir que é de lá que se pode saltar e assim aprender para a próxima vez que houver necessidade.
Desde cedo aprender a lidar com a dor nos torna fortes para entendê-la melhor mas não nos transforma numa muralha indestrutível.
Tenho medo como você, sinto, sofro, até choro... Mas vejo de outra forma, vejo sempre o fundo como a possibilidade de impulso e não como o limbo. Foram os piores momentos que me levaram da loucura à lucidez e me fizeram melhor.
Foram as supostas insuportáveis situações que me deram coragem para viver com uma vontade ainda maior de ser mais, de ser feliz. Foi vendo a melhor parte de mim indo embora que tive certeza de que algo muito maior viria depois - não vim ao mundo por acaso.
A dor é innevitável, o sofrimento é opcional: ouvi, entendi, escolhi.
Permita-se sofrer quando for preciso - e será. Permita que a dor chegue, aprenda a passar por ela: acredite ela passa.
Deixe a positividade do aprendizado lhe mostrar o caminho a seguir: mais cedo ou mais tarde, por maior que seja o seu boicote, sua vida vai andar porque essa é a lei do universo.
A evolução é constante e a inércia é para os fracos. Seja forte, seja mais, seja o que você é! Respeite o tempo da sua dor e da sua fraqueza, reconheça a sua força que vem de dentro e não de fora; saiba quem você é e do que é capaz.
Temos uma vida completa, basta olhar, enxergar, crer no que se é e no que se pode ser.
A covardia aprisiona, encolhe, mata.
A sensação de fobia, de não ter controle sobre o que sente, de ver as reações do seu corpo enquanto sua alma contraída se esconde num canto escuro e chora.
Seria ótimo viver só de sorriso, de belos gestos, de sol constante. Não existe, não é, não funciona assim.
O pavor aparece vez em em quando, se instala e tudo o que você quer nesse momento é o aconchego do seu quarto, quem sabe o colo de alguém em quem confie. Ou quer mesmo a solidão e todo seu sofrimento ali contido porque o momento é de dor e é nessa dor que quer se afogar até conseguir voltar à margem.
Faz parte da evolução de todos nós. A dor é parte do crescimento e sem ela ficamos um tanto órfãos do aprendizado. É necessário descer para aprender a subir e a se manter no alto. É preciso chegar ao fundo do poço para descobrir que é de lá que se pode saltar e assim aprender para a próxima vez que houver necessidade.
Desde cedo aprender a lidar com a dor nos torna fortes para entendê-la melhor mas não nos transforma numa muralha indestrutível.
Tenho medo como você, sinto, sofro, até choro... Mas vejo de outra forma, vejo sempre o fundo como a possibilidade de impulso e não como o limbo. Foram os piores momentos que me levaram da loucura à lucidez e me fizeram melhor.
Foram as supostas insuportáveis situações que me deram coragem para viver com uma vontade ainda maior de ser mais, de ser feliz. Foi vendo a melhor parte de mim indo embora que tive certeza de que algo muito maior viria depois - não vim ao mundo por acaso.
A dor é innevitável, o sofrimento é opcional: ouvi, entendi, escolhi.
Permita-se sofrer quando for preciso - e será. Permita que a dor chegue, aprenda a passar por ela: acredite ela passa.
Deixe a positividade do aprendizado lhe mostrar o caminho a seguir: mais cedo ou mais tarde, por maior que seja o seu boicote, sua vida vai andar porque essa é a lei do universo.
A evolução é constante e a inércia é para os fracos. Seja forte, seja mais, seja o que você é! Respeite o tempo da sua dor e da sua fraqueza, reconheça a sua força que vem de dentro e não de fora; saiba quem você é e do que é capaz.
Temos uma vida completa, basta olhar, enxergar, crer no que se é e no que se pode ser.
A covardia aprisiona, encolhe, mata.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Enxergar
Ver mas não enxergar, vendar-se. Por incontáveis vezes ameaçar tirar a venda, recolocar.
Ver o escuro e saber que um universo se abre do lado de fora: falta coragem.
Acostumou-se ao breu, ensaiou sua cegueira durante tempo suficiente para sequer sentir a ausência do sol. Não mais enxerga à sua volta, nem relevos mais reconhece pois até o tato, única forma de ainda reconhecer o mundo, perdeu.
Perdeu o jeito, perdeu a forma. Tem medo de tocar porque sabe que o toque lhe desperta a sensação; a sensação traz consigo o bater acelerado e forte de um coração habituado ao escuro.
Lava a alma, limpa o corpo. A venda cai naturalmente, desacostumado da claridade sente uma certa repulsa à luz. Com dificuldade pisca muitas vezes até conseguir abrir os olhos por completo: começa a ver. A água cai mais forte e leva pra longe a venda e seus sentimentos, seu amargor, sua angústia. Traz uma paz há tempos perdida e uma vontade de enxergar o que antes era impossível. Ao redor cores e cheiros, barulho do universo a conspirar. Olhares se cruzam quase como se fosse a primeira vez e furtivos desencontram: ainda o medo.
Uma mão é estendida, um toque sutil depois de tanto tempo. Um leve rubor na face, um vulcão adormecido por dentro da alma. Reconhecem os gestos? A cor dos cabelos, o contorno do rosto antes desenhado no silêncio de um minuto - pra nunca mais esquecer.
Que fique claro: entre ver e enxergar existe uma sutil diferença e reside nela a vontade de voltar.
Ver o escuro e saber que um universo se abre do lado de fora: falta coragem.
Acostumou-se ao breu, ensaiou sua cegueira durante tempo suficiente para sequer sentir a ausência do sol. Não mais enxerga à sua volta, nem relevos mais reconhece pois até o tato, única forma de ainda reconhecer o mundo, perdeu.
Perdeu o jeito, perdeu a forma. Tem medo de tocar porque sabe que o toque lhe desperta a sensação; a sensação traz consigo o bater acelerado e forte de um coração habituado ao escuro.
Lava a alma, limpa o corpo. A venda cai naturalmente, desacostumado da claridade sente uma certa repulsa à luz. Com dificuldade pisca muitas vezes até conseguir abrir os olhos por completo: começa a ver. A água cai mais forte e leva pra longe a venda e seus sentimentos, seu amargor, sua angústia. Traz uma paz há tempos perdida e uma vontade de enxergar o que antes era impossível. Ao redor cores e cheiros, barulho do universo a conspirar. Olhares se cruzam quase como se fosse a primeira vez e furtivos desencontram: ainda o medo.
Uma mão é estendida, um toque sutil depois de tanto tempo. Um leve rubor na face, um vulcão adormecido por dentro da alma. Reconhecem os gestos? A cor dos cabelos, o contorno do rosto antes desenhado no silêncio de um minuto - pra nunca mais esquecer.
Que fique claro: entre ver e enxergar existe uma sutil diferença e reside nela a vontade de voltar.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Vendaval
De repente, não mais que repente! É assim que acontece!
Vem um vendaval, muda tudo de lugar, troca as cores, emudece os sons, nubla a visão, o ar falta por alguns segundos.
Passa o vento, fica a brisa leve. A visão melhora, água em abundância pra clarear. Os sons vão sendo reconhecidos, uma melodia infinda e linda ressoa. As cores tomam forma de emoção e as palavras vêm e vão livres a voar.
Quando o vendaval se desfaz, quando a brisa vem, quando a calmaria chega; é nessa hora que a força precisa existir. Porque muito embora exista uma necessidade crucial de coragem para sobreviver ao vendaval, é na brisa que temos a certeza das coisas, é quando está claro que a escolha se faz possível. Ao vendaval só resta a sobrevivência, e por vezes é esse instinto que move o ser humano. "Não desista, vá até o fim, vença!" É dessa forma que são criadas as "falsas necessidades", as vontades fugazes que de nada valem quando a brisa vem.
A brisa traz consigo a verdade de quem soube esperar. Pra fazer um vendaval basta um sopro forte; pra fazer brisa precisa de tempo, sopro contínuo, constante...
Provocar pequenos vendavais, mover a brisa com mais rapidez pra que ela seja inconstante e nova; e assim sua magia talvez jamais termine. Ver o vendaval como ameaça e saber passar por ele com sabedoria; ou observar as mudanças no curso da vida - o propósito do vendaval é tirar do lugar ou colocar? ( Vai saber?!)
Aproveite o vento a soprar no seu rosto, sinta o poder que ele traz no seu ruído, saiba entender que ele muda cursos, rotas e que sabendo guiar-se ele leva a lugares e sensações que parecem longe e estão aí mesmo, dentro, firmes, imóveis; independente da força do vendaval.
Vem um vendaval, muda tudo de lugar, troca as cores, emudece os sons, nubla a visão, o ar falta por alguns segundos.
Passa o vento, fica a brisa leve. A visão melhora, água em abundância pra clarear. Os sons vão sendo reconhecidos, uma melodia infinda e linda ressoa. As cores tomam forma de emoção e as palavras vêm e vão livres a voar.
Quando o vendaval se desfaz, quando a brisa vem, quando a calmaria chega; é nessa hora que a força precisa existir. Porque muito embora exista uma necessidade crucial de coragem para sobreviver ao vendaval, é na brisa que temos a certeza das coisas, é quando está claro que a escolha se faz possível. Ao vendaval só resta a sobrevivência, e por vezes é esse instinto que move o ser humano. "Não desista, vá até o fim, vença!" É dessa forma que são criadas as "falsas necessidades", as vontades fugazes que de nada valem quando a brisa vem.
A brisa traz consigo a verdade de quem soube esperar. Pra fazer um vendaval basta um sopro forte; pra fazer brisa precisa de tempo, sopro contínuo, constante...
Provocar pequenos vendavais, mover a brisa com mais rapidez pra que ela seja inconstante e nova; e assim sua magia talvez jamais termine. Ver o vendaval como ameaça e saber passar por ele com sabedoria; ou observar as mudanças no curso da vida - o propósito do vendaval é tirar do lugar ou colocar? ( Vai saber?!)
Aproveite o vento a soprar no seu rosto, sinta o poder que ele traz no seu ruído, saiba entender que ele muda cursos, rotas e que sabendo guiar-se ele leva a lugares e sensações que parecem longe e estão aí mesmo, dentro, firmes, imóveis; independente da força do vendaval.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Amigo, hoje a minha inspiração...
Já se pegou pensando em quantas pessoas relamente especiais existem? Daquelas que fazem nossa barriga doer de tanto rir, que dá cãimbra nas bochechas. E o riso vai além, fortalece a alma e abre aquele sorriso infinito no coração.
Viver ao lado de pessoas que nos conhecem só de olhar, e que muitas vezes não precisam de palavras é fantástico! Seus gestos são quase intuitivos e sempre chegam na hora certa.
Expressões que se tornam um dialeto, sons e sinais imperceptíveis aos outros e que no nosso meio significam a linguagem do amor que nos une.
Bonito amar assim a quem não nos pede nada em troca - ou quase nada. É a ausência da cobrança que nos faz querer estar mais perto e mais junto e mais feliz. É a naturalidade de teclar o telefone pra falar uma idiotice ( como não?) e morrer de rir, e dizer "te amo" - porque na verdade você só ligou pra "ouvir" aquele sorriso.
Ter amigos é ter a certeza de que ainda que tudo dê errado eles estarão por ali pra te acolher. Vão rir da sua desgraça junto com você porque fazer piada é inerente ao relacionamento que criamos. Não perdemos a piada, não perdemos o amigo; ganhamos sempre o sorriso, o abraço, o colo, a força. Somos muito mais juntos que separados e formamos um bloco difícil de separar.
Vivemos independente uns dos outros, somos até paradoxais de tão diferentes - e é aí que está a receita do nosso amor: é incondicional porque respeita, aceita e confia. Temos como principal valor a cumplicidade e por ela vamos longe...
Como disse um dos poetas que mais amo e com quem teria me casado a qualquer momento da vida:
"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
Viver ao lado de pessoas que nos conhecem só de olhar, e que muitas vezes não precisam de palavras é fantástico! Seus gestos são quase intuitivos e sempre chegam na hora certa.
Expressões que se tornam um dialeto, sons e sinais imperceptíveis aos outros e que no nosso meio significam a linguagem do amor que nos une.
Bonito amar assim a quem não nos pede nada em troca - ou quase nada. É a ausência da cobrança que nos faz querer estar mais perto e mais junto e mais feliz. É a naturalidade de teclar o telefone pra falar uma idiotice ( como não?) e morrer de rir, e dizer "te amo" - porque na verdade você só ligou pra "ouvir" aquele sorriso.
Ter amigos é ter a certeza de que ainda que tudo dê errado eles estarão por ali pra te acolher. Vão rir da sua desgraça junto com você porque fazer piada é inerente ao relacionamento que criamos. Não perdemos a piada, não perdemos o amigo; ganhamos sempre o sorriso, o abraço, o colo, a força. Somos muito mais juntos que separados e formamos um bloco difícil de separar.
Vivemos independente uns dos outros, somos até paradoxais de tão diferentes - e é aí que está a receita do nosso amor: é incondicional porque respeita, aceita e confia. Temos como principal valor a cumplicidade e por ela vamos longe...
Como disse um dos poetas que mais amo e com quem teria me casado a qualquer momento da vida:
"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"
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