domingo, 29 de abril de 2012

Roda Gigante

Como é que faz quando a roda gigante dá um giro completo?
Quando a roda custa a girar a gente realmente acredita que não faz mais parte dela, que mudou de brinquedo.
Passa pela montanha-russa, e acha que ela nunca vai terminar. Anda de carrossel, brinquedo sem graça, sem emoção, vê tudo no mesmo nível, roda, roda e nada muda.
Trem fantasma, cheio de medo, de ansiedade, de confusão, de gente que sequer sabe pra onde está indo mas acha graça do desespero alheio.
Carrinho bate-bate, que trafega num espaço fechado com um monte de gente rindo e batendo de frente uns com os outros, sem chegar a lugar nenhum!
E pára: come uma maçã do amor pra ver se a sorte reaparece nesse meio-tempo de distração. E segue: porque as luzes continuam acesas, o parque de diversões permanece aberto ao público, o show não pode parar!
Andar pelo parque sem saber pra onde ir...
Quem nunca enfrentou por horas a fila da montanha russa só pra sentir de novo aquele frio na barriga, as imagens passando velozes por seus olhos, o mundo de cabeça pra baixo? Pois embarcamos mais uma vez no vagão, descemos, subimos, rodamos, o estômago vem na boca, o coração a mil! E mais uma vez acaba a emoção.
A roda gigante sempre lá, magistral, linda, brilhante. Depois de passar por tantos brinquedos é nela que voltamos porque é dela que conseguimos ver todo o parque, é dela que contemplamos o valor de cada coisa lá embaixo, que podemos ver de todos os ângulos, que temos tempo de avaliar a emoção de estar no alto e a serenidade de estar próximo do chão.
Saibamos então entrar e sair dos brinquedos; saibamos a hora de voltar pra roda gigante e nela permanecer até que cada momento tenha sido avaliado, estudado, entendido e que possa ser lembrado com um sorriso de saudade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário