De repente, não mais que repente! É assim que acontece!
Vem um vendaval, muda tudo de lugar, troca as cores, emudece os sons, nubla a visão, o ar falta por alguns segundos.
Passa o vento, fica a brisa leve. A visão melhora, água em abundância pra clarear. Os sons vão sendo reconhecidos, uma melodia infinda e linda ressoa. As cores tomam forma de emoção e as palavras vêm e vão livres a voar.
Quando o vendaval se desfaz, quando a brisa vem, quando a calmaria chega; é nessa hora que a força precisa existir. Porque muito embora exista uma necessidade crucial de coragem para sobreviver ao vendaval, é na brisa que temos a certeza das coisas, é quando está claro que a escolha se faz possível. Ao vendaval só resta a sobrevivência, e por vezes é esse instinto que move o ser humano. "Não desista, vá até o fim, vença!" É dessa forma que são criadas as "falsas necessidades", as vontades fugazes que de nada valem quando a brisa vem.
A brisa traz consigo a verdade de quem soube esperar. Pra fazer um vendaval basta um sopro forte; pra fazer brisa precisa de tempo, sopro contínuo, constante...
Provocar pequenos vendavais, mover a brisa com mais rapidez pra que ela seja inconstante e nova; e assim sua magia talvez jamais termine. Ver o vendaval como ameaça e saber passar por ele com sabedoria; ou observar as mudanças no curso da vida - o propósito do vendaval é tirar do lugar ou colocar? ( Vai saber?!)
Aproveite o vento a soprar no seu rosto, sinta o poder que ele traz no seu ruído, saiba entender que ele muda cursos, rotas e que sabendo guiar-se ele leva a lugares e sensações que parecem longe e estão aí mesmo, dentro, firmes, imóveis; independente da força do vendaval.

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