Uma onda de torpor toma conta do corpo.
Olhos nos olhos, mãos entrelaçadas, como pólos opostos do ímã eles se atraem descontroladamente.
Música no fundo; o som da respiração forte, quase ofegante ao pé do ouvido.
À meia-luz as mãos deslizam sobre a pele macia.
Perdem-se em palavras e gestos; desejam em silêncio exatamente a mesma coisa.
Veem um no outro a possibilidade de felicidade por serem só o que são e nada mais.
Não pedem nada, não cobram nada, não querem nada além de se amar a cada instante com seus defeitos e qualidades e com toda emoção que couber.
Acham-se vivos, alertas, afoitos: olhos nos olhos sem mais qualquer barreira.
Perdem-se no silêncio depois do amor; a melhor energia, o melhor momento, a melhor vontade realizada.
Quer mais, quer sempre mais. Mais amor, mais vontade, mais saudade.
Quer tudo no mundo, quer todo o prazer em um minuto, quer o amor de uma vida inteira, quer a paixão dos adolescentes, quer o desejo que só ela tem, quer o beijo que fez deles um só.
Quer hoje, agora, amanhã. Quer sempre e pra sempre - mesmo sabendo que o pra sempre sempre acaba.
Quer assim, do seu jeito sem jeito, sem controle, sem limite.
Quer nessa vida e na outra, quer com ele porque essa foi sua escolha, sua vontade.
Quer porque quer e pronto.
terça-feira, 26 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Queda Livre
Jogou-se! Ao olhar o que a aguardava lá embaixo não teve dúvida e se lançou no ar.
Em queda livre sentiu o coração subir pra boca, sentiu sua batida mais que acelerada, descompassada.
Fechou os olhos por um segundo, teve medo.
Abriu porque percebeu que a emoção estava na verdade do que via, do que sentia.
Viveu aqueles segundos como os últimos de sua vida.
Sorriu sentindo o descer e subir de tudo dentro dela; gargalhou pensando na felicidade extrema do que estava passando ali.
De repente pensou em voltar. Devia haver alguma maneira de parar aquele tempo, aquele minuto. Tinha que ter uma maneira de voltar à terra firme, á ausência de mudança, à emoção contida.
Olhou pra cima, não viu mais nada além de nuvens, uma névoa leve que não permitia enxergar.
Continuou descendo. Visto que não tinha mais escolha achou por bem aproveitar a aventura.
Abriu os braços, sentiu o vento pressionando a face. Corpo rígido pela força, coração ainda aos saltos tentando se encontrar em meio a tantas emoções.
Viu a proximidade do que havia por fim. Surpresa mas cheia de coragem decidiu acelerar a descida e chegar logo ao seu destino.
Conseguiu prever o pouso. Conseguiu mentalizar a chegada, a recepção calorosa de quem a aguardava.
Cada vez mais perto, cada vez mais junto.
Atenta ao grande momento respirou fundo e pousou.
De braços abertos aos abraços ele a esperava ansioso e feliz.
Beijaram-se.
Mais alguns passos, estavam novamente à beira de uma nova queda livre.
Ponderaram: hora de ir juntos ou acovardar e ficar?
Olhando dentro dos olhos dele, segurando forte suas mãos, disse:
" - Só confio na emoção que vivo, só confio em quem tem coragem de viver comigo qualquer emoção."
Juntos saltaram.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Podia...
Podia ser só o tom da voz, ou o jeito de falar.
Podia ser a maneira que me olha, com certa descrença.
Podia ser o toque suave na minha pele ou a firmeza que me sente ( e me envolve, e me ganha).
Podia ser ouvir o Chico mil vezes e sorrir pensando em você - sei lá por qual razão afinal.
Podia ser esperar os dias e horas e minutos passarem; fechar os olhos e pensar nos beijos.
Podia ser se sentir púbere e feliz, inconsequente, louca e tão minha; e quase sua...
Podia ser escrever palavras sem sentido num papel, dizer tanta coisa sem querer e querer dizer tantas outras sem poder.
Podia ser eu e você agora?
Podia?
Podia ser a maneira que me olha, com certa descrença.
Podia ser o toque suave na minha pele ou a firmeza que me sente ( e me envolve, e me ganha).
Podia ser ouvir o Chico mil vezes e sorrir pensando em você - sei lá por qual razão afinal.
Podia ser esperar os dias e horas e minutos passarem; fechar os olhos e pensar nos beijos.
Podia ser se sentir púbere e feliz, inconsequente, louca e tão minha; e quase sua...
Podia ser escrever palavras sem sentido num papel, dizer tanta coisa sem querer e querer dizer tantas outras sem poder.
Podia ser eu e você agora?
Podia?
terça-feira, 19 de junho de 2012
Fala, Bárbara!
Falo de amor e de paixão. Falo de amizade, de respeito, de afeto.
Falo de desejo, de beijo, de gosto e cheiro. Falo de ouvidos atentos e boca aberta de surpresa.
Falo de angústia e medo. Falo de ontem, de hoje e de amanhã.
Falo do meu mundo, do que vivo, do que vejo viverem.
Falo do que me acha, do que me perde. Falo do que me amou, do que amei.
Falo de momentos, sentimentos, lembranças. Falo da herança que escrevo, da liberdade que desejo incessantemente.
Falo do que era pra ser, do que foi e do que ainda pode ser. Falo de rostos, sorrisos, olhos, lágrimas.
Falo de sonhos, de realidades, de voos e longas caminhadas. Falo do que não pode ser - e adoraria que fosse!
Falo de cabelos encaracolados, pele morena e salgada de sol e mar. Falo de pés na areia.
Falo do encantamento de um único momento, de ser sublime a magia do amor, da fugaz sensação de ser feliz pra sempre em um minuto.
Falo o que ninguém fala por ter a coragem que poucos têm. Grito alto o que me faz feliz e choro baixo com o que me entristece.
Falo pra caramba!!!
Hahaha.
Hahaha.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Um cometa-estrela no Universo
Vejo à minha frente um universo. Vejo estrelas, vejo cometas, vejo planetas.
Flutuo no brilho que me abraça e que comigo brinca, ri da minha inocência nesse universo tão denso, tão grande, tão desconhecido, tão!
De olhos bem abertos pra não perder nenhum cometa a passar observo a rotação dos planetas, sua interação com as luas, e anéis, e estrelas, e sóis.
Sem roupa, sem nada; na nudez da pureza do que me faz sentir. Sem berro, sem gargalhada, na tranquilidade só de fazer sorrir: grandeza. É a infinitude do que pode ser que me levou até esse universo ou a clareza do seu poder que me afasta dele?
Na imensidão me perco e me acho mil vezes.
Admiro cada estrela por sua incrível capacidade de ser bela, e grande, e forte, e única! Tantas diferentes formas tomam, tantos desenhos, tantos sonhos em cada uma delas. Sua maneira passiva de estar, de brilhar, de se manter ali, intacta, viva, serena.
A rapidez dos cometas me atrai: tão fugazes, tão intensos. Sua velocidade, sua força ao chegar a algum lugar desarruma tudo, tira do lugar, movimenta, transcende, acende! Ele passa, fazemos um desejo : seria essa sua representação? A voracidade do desejo, da vontade incontrolável de ser, de sentir.
Planetas, habitados ou não, são a casa do que se sente; o coração do universo. Importante é a escolha do que trazer pra habitá-los.
O universo é minha mais nova descoberta! Quero explorá-lo, decifrá-lo, confundir-me nele, dele, com ele. Olhá-lo com contemplação, observar cada agente de seu ir e vir. Meu cometa-estrela, ainda tão pequeno, que nem sequer talvez tenha sido descoberto de fato, começa a excursionar esse universo ( sempre com a certeza da liberdade indubitável de ir e vir de onde e pra onde bem entenda, porque cometa-estrela livre que sou não me prendo, me encanto.).
Flutuo: gravidade zero, pés fora do chão.
Brilha, rasga o céu, o cometa-estrela.
Flutuo no brilho que me abraça e que comigo brinca, ri da minha inocência nesse universo tão denso, tão grande, tão desconhecido, tão!
De olhos bem abertos pra não perder nenhum cometa a passar observo a rotação dos planetas, sua interação com as luas, e anéis, e estrelas, e sóis.
Sem roupa, sem nada; na nudez da pureza do que me faz sentir. Sem berro, sem gargalhada, na tranquilidade só de fazer sorrir: grandeza. É a infinitude do que pode ser que me levou até esse universo ou a clareza do seu poder que me afasta dele?
Na imensidão me perco e me acho mil vezes.
Admiro cada estrela por sua incrível capacidade de ser bela, e grande, e forte, e única! Tantas diferentes formas tomam, tantos desenhos, tantos sonhos em cada uma delas. Sua maneira passiva de estar, de brilhar, de se manter ali, intacta, viva, serena.
A rapidez dos cometas me atrai: tão fugazes, tão intensos. Sua velocidade, sua força ao chegar a algum lugar desarruma tudo, tira do lugar, movimenta, transcende, acende! Ele passa, fazemos um desejo : seria essa sua representação? A voracidade do desejo, da vontade incontrolável de ser, de sentir.
Planetas, habitados ou não, são a casa do que se sente; o coração do universo. Importante é a escolha do que trazer pra habitá-los.
O universo é minha mais nova descoberta! Quero explorá-lo, decifrá-lo, confundir-me nele, dele, com ele. Olhá-lo com contemplação, observar cada agente de seu ir e vir. Meu cometa-estrela, ainda tão pequeno, que nem sequer talvez tenha sido descoberto de fato, começa a excursionar esse universo ( sempre com a certeza da liberdade indubitável de ir e vir de onde e pra onde bem entenda, porque cometa-estrela livre que sou não me prendo, me encanto.).
Flutuo: gravidade zero, pés fora do chão.
Brilha, rasga o céu, o cometa-estrela.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Bola de Cristal
Até onde vai a imaginação de uma cabeça?
Qual é o limite da loucura, da criação de histórias só nossas, de futuros previstos nessa bola de cristal única?
Num repente a clareza some e o que parecia real é tão surreal, tão incabível - torna-se vergonhoso até mesmo o pobre pensamento.
A visão do que foi junto ao que poderia ser traz à mente pensante-criativa uma realidade quase palpável. Leva o corpo a gestos crescentes de doação e desejo, os olhos gritam, as palavras se perdem e se acham confusas num redemoinho de fantasia e mundo real.
Quando pensou que acordava, dormiu.
Quando sentiu-se despertando, sonhou.
O inverso do verso lhe trouxe a prosa dura e sem cor.
Preferiu o verso da sua criação a viver proseando desamor por aí.
Preferiu sorrir pensando nos sonhos a franzir seu cenho trazendo rugas de descontentamento.
Desfilou sua poesia, espalhou sua alegria, escreveu com amor e saudade cada letra no papel.
Sujou-se na terra molhada, sentiu a água gelada, leu um rosto com as mãos e pode ver o amor ir e voltar e ir de novo com a velocidade e leveza dos pássaros que migram no verão.
Vive diariamente com a bola de cristal a visualizar mil momentos com mil possibilidades em cada um deles.
Mistura tudo porque prefere a miscelânea de mil coisas boas a uma certeza chata seja do que for.
Usa cores, cheiros, gostos e gestos; coloca palavras até onde não as cabem; sorri do impossível e caminha ( ou corre?) porque só assim consegue fazer tudo funcionar.
Que as muitas vidas que por ela passam lhe deem sempre inspiração, que as histórias vividas e ouvidas sejam exemplo e imagens para a bola de cristal, que se traduzam em palavras todas as emoções dessa vida linda e tão pouco aproveitada por tantos de nós.
domingo, 10 de junho de 2012
Uma viagem
Você não sabe nada sobre mim.
Eu não sei nada sobre você.
As pessoas se descobrem tão de repente.
Você veio de um final, eu ainda no começo.
Sua maneira de olhar mudou em um minuto e num toque despertou o que eu jamais imaginaria.
Analisou, contemplou talvez. Sorriu - ainda que de um jeito triste e aparentemente solitário.
Vi só o homem bacana; sumiu o que era o o que ainda poderia ser.
Observei os gestos, ouvi as palavras - me ouviu.
Falei tanta besteira, ri, encontrei um humor bacana de conviver.
Uma ligeira sugestão de possibilidade apareceu e... Fomos embora!
Noite fria, chuva; tudo alto demais, gente demais.
Será que seria pedir demais?
Quantas e quais serão a surpresas do destino?
Quantas dores e amores viveremos até acertar?
Existe mesmo um dia certo, um momento adequado, uma pessoa ideal?
Parto do pressuposto de que o que é perfeito demais é chato, o que é certinho acaba perdendo a graça, idealizar frusta.
Saibamos encarar as oportunidades com peito aberto e cabeça no lugar.
Consigamos entender que tudo passa e que aproveitar cada instante é a parte boa pra lembrar depois.
Uma viagem ontem, outra hoje, tantas virão amanhã.
Vem comigo?!
Eu não sei nada sobre você.
As pessoas se descobrem tão de repente.
Você veio de um final, eu ainda no começo.
Sua maneira de olhar mudou em um minuto e num toque despertou o que eu jamais imaginaria.
Analisou, contemplou talvez. Sorriu - ainda que de um jeito triste e aparentemente solitário.
Vi só o homem bacana; sumiu o que era o o que ainda poderia ser.
Observei os gestos, ouvi as palavras - me ouviu.
Falei tanta besteira, ri, encontrei um humor bacana de conviver.
Uma ligeira sugestão de possibilidade apareceu e... Fomos embora!
Noite fria, chuva; tudo alto demais, gente demais.
Será que seria pedir demais?
Quantas e quais serão a surpresas do destino?
Quantas dores e amores viveremos até acertar?
Existe mesmo um dia certo, um momento adequado, uma pessoa ideal?
Parto do pressuposto de que o que é perfeito demais é chato, o que é certinho acaba perdendo a graça, idealizar frusta.
Saibamos encarar as oportunidades com peito aberto e cabeça no lugar.
Consigamos entender que tudo passa e que aproveitar cada instante é a parte boa pra lembrar depois.
Uma viagem ontem, outra hoje, tantas virão amanhã.
Vem comigo?!
sábado, 9 de junho de 2012
Achei
Achei por bem calar. Achei melhor o silêncio.
Achei tantas coisas em tantos anos e hoje sei de poucas.
Achei a vida onde acreditava não mais haver.
Achei o amor renovado e feliz dentro de mim.
Achei o sorriso perdido, a gargalhada escondida.
Achei o que havia deixado de lado, guardado numa caixa fechada, lacrada.
Achei uma foto, algumas frases de amor, uma aliança envolvida em veludo vermelho.
Achei sua voz no meu pensamento e ao virar me deparo c/ a sua imagem sempre tão maior que a minha.
Achei seu rosto surpreso e apreensivo; um jeito sem jeito de falar "oi, tudo bem?".
Achei tão longe a maneira de falar e tão distante de tudo o que vivemos que até pensei sermos eu e você outras pessoas ( quem sabe?).
Achei as antigas músicas de amor, nossos codinomes, nosso abraço e até o calor do beijo passou por mim, repentino.
Achei que você pudesse ter a mesma coragem de sempre, a mesma audácia de viver e deixar viver, a mesma emoção.
Achei contido um sentimento, preso um momento, quase uma clausura das palavras, dos atos.
Não mas achei, tive certeza: os anos passaram e com eles a sua coragem de ser o que é, de falar o que quer, de não se preocupar com o que o mundo vai pensar.
Pra mim não passou! Sou o que sou, falo o que quero, faço o que tenho vontade, erro; mas nunca, jamais me arrependo.
Achei tantas coisas em tantos anos e hoje sei de poucas.
Achei a vida onde acreditava não mais haver.
Achei o amor renovado e feliz dentro de mim.
Achei o sorriso perdido, a gargalhada escondida.
Achei o que havia deixado de lado, guardado numa caixa fechada, lacrada.
Achei uma foto, algumas frases de amor, uma aliança envolvida em veludo vermelho.
Achei sua voz no meu pensamento e ao virar me deparo c/ a sua imagem sempre tão maior que a minha.
Achei seu rosto surpreso e apreensivo; um jeito sem jeito de falar "oi, tudo bem?".
Achei tão longe a maneira de falar e tão distante de tudo o que vivemos que até pensei sermos eu e você outras pessoas ( quem sabe?).
Achei as antigas músicas de amor, nossos codinomes, nosso abraço e até o calor do beijo passou por mim, repentino.
Achei que você pudesse ter a mesma coragem de sempre, a mesma audácia de viver e deixar viver, a mesma emoção.
Achei contido um sentimento, preso um momento, quase uma clausura das palavras, dos atos.
Não mas achei, tive certeza: os anos passaram e com eles a sua coragem de ser o que é, de falar o que quer, de não se preocupar com o que o mundo vai pensar.
Pra mim não passou! Sou o que sou, falo o que quero, faço o que tenho vontade, erro; mas nunca, jamais me arrependo.
terça-feira, 5 de junho de 2012
Ah, o beijo!
Não é que queira; é porque é, (agora já era, é!).
Não é que antes não pudesse ser (ou simplesmente não devesse...), é que o olhar era outro, a visão era diferente, distorcida talvez.
Somos mulher e homem como tantos por aí.
Somos feitos de carne e osso como diriam os antigos.
Somos muito mais que isso!
Somos a emoção à flor da pele, o desejo contido, a vontade que adormece e acorda num susto ( e assusta!).
Falar no plural de uma coisa tão singular, tão única; que pode ter sido apenas aquele momento, aquele beijo - e nada mais!
Mas que também pode ser só o primeiro beijo de tantos outros maiores e melhores, que com o passar das vezes ganha mais gosto, mais cheiro, mais vontade, mais desejo.
Ah, o beijo!
Não é que antes não pudesse ser (ou simplesmente não devesse...), é que o olhar era outro, a visão era diferente, distorcida talvez.
Somos mulher e homem como tantos por aí.
Somos feitos de carne e osso como diriam os antigos.
Somos muito mais que isso!
Somos a emoção à flor da pele, o desejo contido, a vontade que adormece e acorda num susto ( e assusta!).
Falar no plural de uma coisa tão singular, tão única; que pode ter sido apenas aquele momento, aquele beijo - e nada mais!
Mas que também pode ser só o primeiro beijo de tantos outros maiores e melhores, que com o passar das vezes ganha mais gosto, mais cheiro, mais vontade, mais desejo.
Ah, o beijo!
Cicatriz
Contar cicatrizes remete à razão de cada uma delas.
Um ato primariamente estranho conduz à uma associação de ideias e pensamentos adormecidos, esquecidos.
Cada uma delas carrega consigo uma dor e uma superação. Cobrí-las faz os olhos não mais perceberem sua presença, mas e o toque, e a nudez?
É na nudez que está a verdade, que está o agora, que se faz viva a memória e sua influência tão real.
Um ato primariamente estranho conduz à uma associação de ideias e pensamentos adormecidos, esquecidos.
Cada uma delas carrega consigo uma dor e uma superação. Cobrí-las faz os olhos não mais perceberem sua presença, mas e o toque, e a nudez?
É na nudez que está a verdade, que está o agora, que se faz viva a memória e sua influência tão real.
sábado, 2 de junho de 2012
Razão
Viu a noite passar, viu a chuva cair. Molhou-se levemente num vestido rosa claro ( com escorpiões desenhados, não seria diferente).
Dançou, embriagou-se de alegria e sorrisos. Trocou risos com desconhecidos conhecidos.
Arrastou seus pés no chão, movimentou-se representando sua felicidade.
Reviveu uma alegria de tempos atrás, cantou de olhos fechados.
Voltou pra casa e adormeceu sozinha em seu quarto de luz e sombra - amanhecia.
Procurou nos seus sonhos uma razão pra sorrir ao acordar e encontrou nas frações de músicas perdidas momentos tão seus, tão profundamente sentidos e vividos de seu passado intenso e inebriante.
Talvez ainda viva dele porque nele se acha, se reconhece. Talvez ainda queira ser um pouco dele porque lá era feliz - e sabia exatamente o que fazer para sê-lo. Talvez seja apenas uma nostalgia boba com o único propósito de fazer sorrir - ainda assim válida!
A noite passou, a chuva caiu, o sol chegou. Mais uma manhã porque o tempo não pode parar. Mais um dia porque há que viver, que sentir, que deixar viver, que fazer sorrir.
Mais uma história, ou a mesma história, ou a história dentro da história.
Um novo enredo, uma nova trama - só não um novo drama, me poupe!
O tempo e seus mistérios! A imaturidade de um gesto, de uma palavra; a responsabilidade sobre o ato, o fato. A versão de cada um, a razão que não leva a lugar algum.
Já ouvi e li diversas vezes, mas não custa relembrar:
" NÃO QUERO TER RAZÃO, EU QUERO É SER FELIZ!"
Dançou, embriagou-se de alegria e sorrisos. Trocou risos com desconhecidos conhecidos.
Arrastou seus pés no chão, movimentou-se representando sua felicidade.
Reviveu uma alegria de tempos atrás, cantou de olhos fechados.
Voltou pra casa e adormeceu sozinha em seu quarto de luz e sombra - amanhecia.
Procurou nos seus sonhos uma razão pra sorrir ao acordar e encontrou nas frações de músicas perdidas momentos tão seus, tão profundamente sentidos e vividos de seu passado intenso e inebriante.
Talvez ainda viva dele porque nele se acha, se reconhece. Talvez ainda queira ser um pouco dele porque lá era feliz - e sabia exatamente o que fazer para sê-lo. Talvez seja apenas uma nostalgia boba com o único propósito de fazer sorrir - ainda assim válida!
A noite passou, a chuva caiu, o sol chegou. Mais uma manhã porque o tempo não pode parar. Mais um dia porque há que viver, que sentir, que deixar viver, que fazer sorrir.
Mais uma história, ou a mesma história, ou a história dentro da história.
Um novo enredo, uma nova trama - só não um novo drama, me poupe!
O tempo e seus mistérios! A imaturidade de um gesto, de uma palavra; a responsabilidade sobre o ato, o fato. A versão de cada um, a razão que não leva a lugar algum.
Já ouvi e li diversas vezes, mas não custa relembrar:
" NÃO QUERO TER RAZÃO, EU QUERO É SER FELIZ!"
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