Achei por bem calar. Achei melhor o silêncio.
Achei tantas coisas em tantos anos e hoje sei de poucas.
Achei a vida onde acreditava não mais haver.
Achei o amor renovado e feliz dentro de mim.
Achei o sorriso perdido, a gargalhada escondida.
Achei o que havia deixado de lado, guardado numa caixa fechada, lacrada.
Achei uma foto, algumas frases de amor, uma aliança envolvida em veludo vermelho.
Achei sua voz no meu pensamento e ao virar me deparo c/ a sua imagem sempre tão maior que a minha.
Achei seu rosto surpreso e apreensivo; um jeito sem jeito de falar "oi, tudo bem?".
Achei tão longe a maneira de falar e tão distante de tudo o que vivemos que até pensei sermos eu e você outras pessoas ( quem sabe?).
Achei as antigas músicas de amor, nossos codinomes, nosso abraço e até o calor do beijo passou por mim, repentino.
Achei que você pudesse ter a mesma coragem de sempre, a mesma audácia de viver e deixar viver, a mesma emoção.
Achei contido um sentimento, preso um momento, quase uma clausura das palavras, dos atos.
Não mas achei, tive certeza: os anos passaram e com eles a sua coragem de ser o que é, de falar o que quer, de não se preocupar com o que o mundo vai pensar.
Pra mim não passou! Sou o que sou, falo o que quero, faço o que tenho vontade, erro; mas nunca, jamais me arrependo.
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