sexta-feira, 15 de junho de 2012

Um cometa-estrela no Universo

Vejo à minha frente um universo. Vejo estrelas, vejo cometas, vejo planetas.
Flutuo no brilho que me abraça e que comigo brinca, ri da minha inocência nesse universo tão denso, tão grande, tão desconhecido, tão!
De olhos bem abertos pra não perder nenhum cometa a passar observo a rotação dos planetas, sua interação com as luas, e anéis, e estrelas, e sóis.
Sem roupa, sem nada; na nudez da pureza do que me faz sentir. Sem berro, sem gargalhada, na tranquilidade só de fazer sorrir: grandeza. É a infinitude do que pode ser que me levou até esse universo ou a clareza do seu poder que me afasta dele?
Na imensidão me perco e me acho mil vezes.
Admiro cada estrela por sua incrível capacidade de ser bela, e grande, e forte, e única! Tantas diferentes formas tomam, tantos desenhos, tantos sonhos em cada uma delas. Sua maneira passiva de estar, de brilhar, de se manter ali, intacta, viva, serena.
 A rapidez dos cometas me atrai: tão fugazes, tão intensos. Sua velocidade, sua força ao chegar a algum lugar desarruma tudo, tira do lugar, movimenta, transcende, acende! Ele passa, fazemos um desejo : seria essa sua representação? A voracidade do desejo, da vontade incontrolável de ser, de sentir.
Planetas, habitados ou não, são a casa do que se sente; o coração do universo. Importante é a escolha do que trazer pra habitá-los.

O universo é minha mais nova descoberta! Quero explorá-lo, decifrá-lo, confundir-me nele, dele, com ele. Olhá-lo com contemplação, observar cada agente de seu ir e vir. Meu cometa-estrela, ainda tão pequeno, que nem sequer talvez tenha sido descoberto de fato, começa a excursionar esse universo ( sempre com a certeza da liberdade indubitável de ir e vir de onde e pra onde bem entenda, porque cometa-estrela livre que sou não me prendo, me encanto.).
Flutuo: gravidade zero, pés fora do chão.
Brilha, rasga o céu, o cometa-estrela.




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