terça-feira, 26 de junho de 2012

Quanto Querer

Uma onda de torpor toma conta do corpo.
Olhos nos olhos, mãos entrelaçadas, como pólos opostos do ímã eles se atraem descontroladamente.
Música no fundo; o som da respiração forte, quase ofegante ao pé do ouvido.
À meia-luz as mãos deslizam sobre a pele macia. 
Perdem-se em palavras e gestos; desejam em silêncio exatamente a mesma coisa.
Veem um no outro a possibilidade de felicidade por serem só o que são e nada mais.
Não pedem nada, não cobram nada, não querem nada além de se amar a cada instante com seus defeitos e qualidades e com toda emoção que couber.
Acham-se vivos, alertas, afoitos: olhos nos olhos sem mais qualquer barreira. 
Perdem-se no silêncio depois do amor; a melhor energia, o melhor momento, a melhor vontade realizada.
Quer mais, quer sempre mais. Mais amor, mais vontade, mais saudade.
Quer tudo no mundo, quer todo o prazer em um minuto, quer o amor de uma vida inteira, quer a paixão dos adolescentes, quer o desejo que só ela tem, quer o beijo que fez deles um só.
Quer hoje, agora, amanhã. Quer sempre e pra sempre - mesmo sabendo que o pra sempre sempre acaba.
Quer assim, do seu jeito sem jeito, sem controle, sem limite.
Quer nessa vida e na outra, quer com ele porque essa foi sua escolha, sua vontade.
 Quer porque quer e pronto.




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