Viu a noite passar, viu a chuva cair. Molhou-se levemente num vestido rosa claro ( com escorpiões desenhados, não seria diferente).
Dançou, embriagou-se de alegria e sorrisos. Trocou risos com desconhecidos conhecidos.
Arrastou seus pés no chão, movimentou-se representando sua felicidade.
Reviveu uma alegria de tempos atrás, cantou de olhos fechados.
Voltou pra casa e adormeceu sozinha em seu quarto de luz e sombra - amanhecia.
Procurou nos seus sonhos uma razão pra sorrir ao acordar e encontrou nas frações de músicas perdidas momentos tão seus, tão profundamente sentidos e vividos de seu passado intenso e inebriante.
Talvez ainda viva dele porque nele se acha, se reconhece. Talvez ainda queira ser um pouco dele porque lá era feliz - e sabia exatamente o que fazer para sê-lo. Talvez seja apenas uma nostalgia boba com o único propósito de fazer sorrir - ainda assim válida!
A noite passou, a chuva caiu, o sol chegou. Mais uma manhã porque o tempo não pode parar. Mais um dia porque há que viver, que sentir, que deixar viver, que fazer sorrir.
Mais uma história, ou a mesma história, ou a história dentro da história.
Um novo enredo, uma nova trama - só não um novo drama, me poupe!
O tempo e seus mistérios! A imaturidade de um gesto, de uma palavra; a responsabilidade sobre o ato, o fato. A versão de cada um, a razão que não leva a lugar algum.
Já ouvi e li diversas vezes, mas não custa relembrar:
" NÃO QUERO TER RAZÃO, EU QUERO É SER FELIZ!"
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