Olhei pro lado, não estava mais lá. Olhei pra trás, estava ali, parado, estático, inerte.
No meio da estrada ficou, no meio da corrida desistiu. Perdeu o treino todo, nem viu a possibilidade da vitória desistindo tão rápido, por tão pouco.
Não teve coragem de continuar, na primeira dor parou.
Só quem treina forte, com objetivo certo, com tempo marcado, sabe que a dor faz parte da prova, que ela é até necessária pro resultado ser positivo. É na dor que se aprende a ser melhor, a ser maior, a superação, a abstração por um bem maior: a vitória!
E a vitória vem pela conquista do que é só seu, do que ninguém pode lhe tirar: a felicidade.
Temos sempre a chance de parar e desistir: é assim pra todo mundo.
Podemos olhar pra trás e ficar contemplando a estrada percorrida e a partir daí decidir ficar ou continuar.
Muitas vezes é necessário mudar o trajeto, modificar o curso pra que a tão esperada felicidade seja alcançada. Nem sempre o novo rumo é mais fácil que o anterior. Mas certamente vale muito mais o percurso, a estrada, o bater dos pés no chão, o coração forte, pulsando, batendo. Sentir o vento soprar no rosto suado, sentir a energia boa de quem encontrou nesse novo rumo, nessa nova estrada.
Lutar é uma tarefa árdua e constante; desistir é para sempre.
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