quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Amor e Fé

São demais os perigos dessa vida, principalmente pra corações abertos e mentes cheias de amor e perdão. 
Credulidade demais beira à burrice, e é sabido: a fé cega não remove montanhas, no máximo faz rodar o moinho; e o moinho não sai do lugar, apenas gira, incessantemente, produzindo aquele ruído chatinho e constante, aquele ruído que vai consumindo a paciência pouco a pouco. 
Dentre os perigos, além da fé cega tem o amor burro. O amor é aquele sentimento que faz levitar, que faz acreditar no inacreditável, que cria as melhores desculpas pras piores mentiras. Ah, o amor! Sentimento tão raro, tão infinititamente bobo, tão difícil de viver e tão fácil de sentir. 
No final das contas, trata-se sempre de acreditar ou não na sua própria verdade e ser honesto, antes de qualquer coisa consigo mesmo. Quando se vive honestamente, de acordo com a sua verdade e sem pisar em ninguém pra isso, pode ser que seja de fato amor. Amor próprio, amor pelo outro, amor universal. 
Creiamos pois no ser humano! Creiamos na capacidade de restauração da fé, na capacidade de ser melhor e de fazer melhor. Tenhamos fé na luz que emana de cada um, na nossa própria luz. 
Que os perigos dessa vida sejam menores que a nossa vontade de viver, que a fé remova as montanhas, que os moinhos não existam mais, sem barulho, sem ruído, sem nada. Que a paz reine, sem mais.

 

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