O que não foi e poderia ser... Poderia mesmo?
A saudade do que haveria de viver, de sentir; a emoção que ficou pronta pra chegar e não chegou; o abraço que se apagou, o beijo que não sentiu.
Ela acordou de repente e viu que o tempo passou de verdade, que não tinha mais jeito, que nenhuma tentativa frustrada de "flashback" traria de volta o deslumbramento daquela relação fugaz e eterna.
Talvez a melhor saudade seja mesmo essa, que cativa por não estar presa a uma realidade, que concebe o sonho e se realiza num minuto, numa troca de olhares, num gesto que não necessita de nenhuma palavra porque se completa com corpos que já se conhecem, que se comunicam, se atraem e decididamente se atraem em qualquer circunstância.
Ela, que tantas vezes sorriu pra ele, que cantou, que dançou, que marcou a pele, o corpo, a alma; agora ri. Ri porque tornou-se cômico o caso de amor, virou comédia porque antes mesmo de pensar em tragédia mais um sorriso surge, e ela relembra com carinho e sem saudade do que eles foram, do que jamais serão.
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