quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Misturou-se na multidão e partiu.
Era só mais uma noite, só mais um dia, só mais uma lágrima que corria.
Não levaria consigo a dor, a teimosa dor que insistente ainda corroía por dentro fazendo o coração se contorcer.
Deixou pra trás a dança, a música, os pés que se cruzaram por tantas vezes naquele chão riscado. 
Abandonou o cheiro, os caracóis dos cabelos. Quis livrar-se do sorriso, do verde brilhante refletido dos olhos no sol. 
Correu enquanto pôde sem olhar para trás, sentiu o ar faltar, o corpo tremer sem força pra continuar.
Viu a paixão ruir, o medo aparecer e sumir. 
As lágrimas ainda rolaram, três ou quatro, vai saber... Só por ironia aquela canção feliz ficou triste e o que ela cantoria virou uma melancolia chata.
Despiu-se da dor, colocou sua fantasia e se jogou no mundo. Pintou o rosto - Afinal que palhaço é esse sem sua máscara?
Pulando e correndo com seus iguais foi: todos na mesma fantasia, na mesma alegria forjada. 
Criar a verdade da cor e do riso, do batuque e do sol carnavalesco, foi assim que se curou do que era bem e tornou-se mal.
Podia ter sido tudo mas por preferir ser nada foi coisa alguma.
O nexo ficou em alguma parte perdida que agora, sentida, nem a si quer achar.
Pra que bom senso, preservar-se, ter medida, impor limite?...
A falta de 

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