quinta-feira, 24 de maio de 2012

Amor

Quando comédia e tragédia se cruzam, quando o que resta é rir pra não chorar, quando o universo nos prega uma peça.
Quando tudo volta, exatamente como foi, ou como gostaria que tivesse sido. Quando sorri ilumina o mundo, quando toca, ainda que rápido, ainda que pouco, aquece o corpo e  alma.
Falei de roda gigante, falei de um viajante, falei de comediantes (com S no final porque foram vários, rs). Escrevi sobre a furtividade da paixão, sobre a magia do amor, sobre o furor do desejo. 
Senti como nunca - e como sempre - a vontade de chorar e chorei, de sorrir e sorri, de abraçar e abracei ( todas as vezes que me permitiram) e mais do que qualquer coisa, amei.
Amo porque de amor sou feita, porque é com base nesse sentimento incondicional que respiro a felicidade diariamente.
Amo minha profissão mesmo sabendo que cada gota de suor que deixo por ela nem sempre é reconhecida.
Amo meus amigos mesmo aqueles que talvez me guardem apenas como uma boa lembrança - ainda assim serão sempre meus amigos.
Amo minha família mesmo sabendo que ela diminui a cada dia, ainda assim a amo.
Amo e amarei sempre, de maneiras diferentes e não maiores ou menores, cada um com quem dividi minha vida, minha história e meus sonhos - mesmo sabendo que alguns sequer mereciam ter me conhecido.
Amo minha cidade, meu país; amo poder acordar de manhã e em 20 minutos poder ver o Arpoador de um lado e o Dois Irmãos do outro, chegar pra trabalhar e passar pelo Arcos da Lapa, com a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar ao fundo; voltar pra casa, passar pelo Maraca, ler numa placa "Tijuca" e pensar - esse é o MEU  lugar!
Não foi por acaso que tatuei minha costela ( acreditem, foi a que mais doeu!) com uma certeza:
                                                                                 VINICIUS DE MORAES

Nenhum comentário:

Postar um comentário