Ele poderia ter sido para ela apenas mais um.
Não foi o primeiro, nem de longe seria o último.
Chegou como uma criança que quer entrar na brincadeira.
Nessa, especificamente ela era a rainha e já tinha rei.
Ele, do alto de seu pedestal, não admitiu ser soldado, cavaleiro, príncipe: ele queria ser rei!
De tudo fez a té tomar para si o coração da rainha.
Usou de seu poder de alquimista, feiticeiro: poções inebriantes ao olfato, ao tato.
Enfeitiçou-a com palavras, olhares, gestos.
Foi numa noite de inverno que, ao som das ondas do mar, ela encontrou naqueles braços seu refúgio.
Ao acordar, confusa por tantos acontecimentos, vendo a seu lado o cavaleiro que há pouco lhe salvara não teve dúvida: ERA SEU REI!
Sem se dar conta a rainha já tinha um novo rei, e por ele deu sua vida.
Passaram a sonhar com seu reino, com sua vida juntos.
Construíram sonhos, planejaram cada passo de seu futuro juntos.
Com todo encantamento que só um conto de fadas pode ter, a princesa estava a caminho!
Era o amor dos dois que se personificava, que tomava forma, que traduzia tudo o que viviam e sentiam um pelo outro.
Viveram dias de festa, grandes bailes para todo o reino.
Uma rainha radiante carregava em seu ventre o futuro de todo o reino; um rei com a enorme responsabilidade de ser o alicerce daquela união.
Chega o grande dia, o mais esperado: rei e rainha recebem a Princesa Alegria!
Veio e trouxe tudo o que prometeu: amor, fé, esperança e uma felicidade que eles jamais sentiriam igual.
Como conto de fadas que é, tem final final feliz.
Como toda brincadeira de criança, também precisa terminar: a realidade chama.
A princesa foi feliz para sempre. Feita de amor, viveu livre com lindos cachinhos pretos a correr pelas nuvens.
O rei e a rainha cuidaram do reino enquanto puderam; e quando não deu mais viveram - cada um a sua maneira - felizes como era pra ser.
Ele não foi o primeiro... Talvez pudesse ter sido o último ( ou ainda pode ser?).
Quando temos o poder de escrever nossa própria história - e acredite, temos! - basta olhar, observar, entender os acontecimentos como aprendizado.
Eu, rainha que sou no meu castelo, construo minha história minuto a minuto, letra a letra.
É assim que meu reino feliz canta e dança a cada novo sopro de esperança.
A Alegria estará aqui para sempre. O rei será sempre ele, o pai da Alegria e o protagonista da história mais bonita.
Esse é meu castelo; ela, meu reino.
Princesa, Alegria, Lelê.
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