São tantas as maneiras: no olhar, nos gestos, nas palavras...
Ah! As benditas ( ou malditas, quem saberá?!) palavras!
Essas sim me desnudam cada vez que escrevo.
Não sei ser de outro jeito. Vivo com o fervor do último minuto cada acontecimento.
Dou até minha última gota de suor, mostro minha alma, cedo meu corpo.
Não, não sou uma louca passional; longe disso.
Cheguei a ouvir ontem de alguém que muito me importa que estou racional demais, dá pra acreditar?
São os anos, são as experiências, são as pessoas que vêm e vão com a rapidez de flechas atiradas no alvo.
Foram as paixões e as loucuras a que me levaram, foram os "pra sempre" que sempre tiveram fim mas que ficarão marcados nos meu corpo e na minha alma.
Tatuei histórias de amor verdadeiro... Abro um sorriso tenro, quase juvenil pensando em cada uma delas.
Fui filha, fui mãe, fui irmã, fui tia, fui neta, fui amiga, fui namorada, fui mulher, fui amante; mas acima de qualquer coisa fui amada!
E qual não é minha felicidade hoje ao me dar conta de que depois de tanto tontear buscando a infinitude do amor perfeito, da paixão avassaladora; me encontro aqui e agora, plena e satisfeita comigo mesma, com minhas palavras, com a expressão sincera e humilde dos meus sentimentos.
As palavras são minhas, essas ninguém me tira, o mundo não leva, esse amor não acaba e essa paixão de escrever é incondicional.
Me mostro, me dispo, me emociono, choro ao pensar no que colocarei no papel.
Espero de você, pessoa que me lê, apenas um toque.
Que as minhas palavras lhe toquem, lhe dispam, lhe mostrem a essência não só do que parece, mas do que é.
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