quinta-feira, 3 de outubro de 2013

5 Minutos de Desabafo (II)

Corpos que não se viam, não se sentiam.
Corações que não se conheciam, não se reconheciam.
Vidas que se encontraram, se misturaram sem saber por que razão.
A distância era grande, repeliam-se; talvez já contassem com o perigo da proximidade.
Por vezes o pensamento fugaz vinha e ia. A mera possibilidade já era tida como inviável.
Corpos que se chamaram, se quiseram.
Corações que se reconheceram, os guiaram.
Vida que desde sempre os uniu e na hora certa cruzou seus caminhos.
Sem mais distância, sem mais perigo, sem mais. 
Os olhos se viram, as mãos se tocaram, as bocas entreabriram.
A respiração cessou por segundos, o peito palpitou por minutos, a noite se fez dia em horas que passaram rápido demais.
Corpos que foram um só. Corações que enfim se encontraram. 
Por vezes fica na ideia, no campo do pensamento, do querer sem saber o motivo.
Por vezes a intuição é ignorada, a razão fala mais alto, a emoção perde.
Mas essa foi a vez deles, foi a hora de viver, de ser mais feliz.
Foi a hora, o dia, o lugar. Foi a música, a dança, a incerteza. 
Foi o mistério, o querer, o ter sem saber.
Foram eles, juntos; um poder!




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