quinta-feira, 8 de março de 2012

A jornada do viajante

O grande viajante partiu para mais uma jornada. Arrumou sua mochila com o estritamente necessário, garrafa de água à mão, e foi. Costas largas, cabelos pretos de graúna, que balançam no sopro do vento, que endurecem na vaidade do gel. Um sorriso que se abre verdadeiramente para poucos, ouvidos atentos "full time", mãos ágeis que elaboram e executam qualquer coisa. O viajante tem como lema a felicidade, como missão o sucesso, como vida o amor.
Numa viagem inocente achou seu coração que há muito havia perdido e com ele veio a chave da porta da frente, aquela que pouquíssimas tiveram e que nenhuma soube de fato aproveitar. A chave reluz no sol, sorri com o olhar, ela o vê como seu oásis no meio do deserto. O viajante abriu seu coração e resolveu não mais fechar já que a chave trouxe a ele o que faltava, e completou sua última jornada.
Ele não viaja mais, e quando o faz é com ela; porque perdê-la significa trancafiar novamente seu coração e isso já não dá mais. Um altar, uma promessa, um sonho. O impossível aconteceu, o circo pegou fogo e ele não morreu queimado: ele virou príncipe porque o sapo que carregava a mochila ganhou o beijo de amor da princesa.
A vida é mais bela, o mundo tem mais cor, ele é nitidamente mais feliz. Com toda distância do que já viveu ele ainda sorri ao lembrar, ele se orgulha do homem que sempre foi e sabe, que a partir de agora, o sapo aprendeu a se comportar.


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