Numa viagem inocente achou seu coração que há muito havia perdido e com ele veio a chave da porta da frente, aquela que pouquíssimas tiveram e que nenhuma soube de fato aproveitar. A chave reluz no sol, sorri com o olhar, ela o vê como seu oásis no meio do deserto. O viajante abriu seu coração e resolveu não mais fechar já que a chave trouxe a ele o que faltava, e completou sua última jornada.
Ele não viaja mais, e quando o faz é com ela; porque perdê-la significa trancafiar novamente seu coração e isso já não dá mais. Um altar, uma promessa, um sonho. O impossível aconteceu, o circo pegou fogo e ele não morreu queimado: ele virou príncipe porque o sapo que carregava a mochila ganhou o beijo de amor da princesa.
A vida é mais bela, o mundo tem mais cor, ele é nitidamente mais feliz. Com toda distância do que já viveu ele ainda sorri ao lembrar, ele se orgulha do homem que sempre foi e sabe, que a partir de agora, o sapo aprendeu a se comportar.

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