Sou livre demais pra alçar voos baixos.
Voando alto vejo muito mais, sinto o ir e vir de cada nuvem que por mim passeia e sorri.
Por cima de mares e terras deixo o tempo sucumbir à minha felicidade.
Não há minuto, hora, dia; só existe céu, e mar, e horizonte.
Dou rasante pro reflexo na água ficar mais bonito.
Gosto do prazer de mergulhar de cabeça e sentir o quase tudo pulsar no meu corpo.
Mais do que meu semblante no espelho d'água vejo feições e sinais de uma vida de superação do medo da morte sempre tão perto.
De longe sou bicho de asa aberta pra atacar muitas vezes.
Pareço mais do que sou a quem não me enxerga e só me vê.
De perto sou só mais um pássaro a planar, a observar seu redor.
Sou infinitamente mais do que pareço pra quem consegue burlar a armadura que insiste em cingir meu coração por tantas vezes.
Sou livre demais pra gaiola, pra terra.
Asas foram feitas pra liberdade, pés para apoio, nada mais.
Antepus meus desejos à razão de qualquer dever supostamente moral.
Arrepender é um verbo pouquíssimo conjugado; rasante não precisa de motivo, precisa de coragem!
Só coloco os pés no chão caso haja necessidade.
E ainda havendo necessidade, os olhos estão sempre apontados para o céu.
Nunca se sabe quando pássaros, livres como eu, virão em revoada.
Pássaro que sou voo só. E melhor que voar só é revolutear bem acompanhado dos que partilham da mesma liberdade.
No mais o céu é o limite!

Adorei o que escreveu. Que seus voos sejam sempre mais altos, e que tenha sempre um lugar reconfortante para pousar. Voe pra onde teu coração mandar q tuas asas sempre lhe guiarão pelo caminho certo! :)
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