sábado, 10 de agosto de 2013

Saudade Pra Comemorar

Uma saudade sem fim me toma. Lembro de cada som, de cada cheiro, de cada gesto dele.
Me esforço diariamente pra não perder nenhum dos momentos na minha mente. São muitos anos, mais sem do que com e a saudade ainda dói vez ou outra.
A que dói na realidade é a do que não tive oportunidade de viver. É aquela saudade esquisita do que queríamos ter vivido juntos. 
Muito mais que um dia pra ele, até porque nunca precisamos disso, é o meu furo no queixo, a minha sobrancelha, meu jeito sutil de ser legal só com quem eu realmente gosto. É sorrir e lembrar do cheiro de sabonete Phebo na hora de dormir, do barulho leve de ronco de madrugada, da vinheta do Supercine dos sábados à noite.
É uma música que toca, um mergulho em Ipanema, olhar o mundo da pedra do Arpoador.
É escrever Amorelli todos os dias da minha vida, olhar fotos e me ver nele - e vê-lo em mim.
É agora começar a escrever chorando e me ver de repente sorrindo ao lembrar de tantos e inúmeros sorrisos que recebi a cada vez que entrei no carro, a cada bom dia, a cada café da manhã que parecia almoço.
Sua vida está eternizada em mim. Sou e serei feliz todos os dias por tê-lo escolhido antes mesmo de aparecer por aqui. Aquela risada inconfundível jamais sairá do meu ouvido, o bater do seu coração quando deitava no seu peito pra dormir aconchegada, seus braços abertos pro abraço mais gostoso do mundo.
Foi o que pôde ser, me amou da melhor maneira, me cuidou e mais do que qualquer pessoa, me respeitou. 
Pai, obrigada por sua vida, pela nossa vida, pelo nosso amor.
Saudade boa, sorriso bom... E um vinho branco pra comemorar!



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