Olhar despretensioso, quase um desdém (leve...).
Não pensava em nada daquilo, era só o céu, o som.
Nada além cabia, até aquele instante.
Numa dúvida do ser ou não ser, do olhar ou não...
Coisas inerentes à conquista.
Combinavam em poucas palavras.
Seria estranho e até esquisito,
Se não fosse tão positivamente avassalador.
Poderia ser só por mim, já bastaria.
Seria menos, seria quase nada
Mas é mais e quer mais.
Não cabe no que aparenta;
Não se resume; se expande!
Seria só mais um se não fosse dois desde o primeiro toque das mãos.
Ali eu já sabia, ja me rendia, já queria.
Seriam só dois corpos, dois desejos, duas vontades.
Mas não é "só" porque não lhe cabe a palavra.
O querer ainda é mais, o poder é infinito.
O desejo é um: é melhor e maior que uma estória.
É uma história que merece ser vivida nos detalhes de cada gesto, cada som, cada palavra.
Não seja pouco nem menos porque não combina nem apetece...
Transborde o que você é!
Porque o que eu quero, enaltece...

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