Um turbilhão de palavras sassaricam sem parar.
Riem umas das outras, brincam com suas formas e tamanhos diferentes.
Giram como num carrossel e se misturam em anagramas.
Como os planetas, têm seu universo próprio.
Transladam e rotacionam incessantes, não param de rodopiar.
Formam frases, parágrafos, versos.
Contam histórias, vidas que foram e que ainda serão.
As letras, soltas, bailam e se fundem formando outras palavras.
Saltitam animadas à medida que o cérebro pensante, seu universo, tenta organizá-las, sem sucesso.
Ricas palavras que movimentam tanta vida à sua volta!
"Decifra-me ou te devoro!" São segredos, são mistérios, são momentos que para não desaparecerem no esquecimento precisam de palavras a descrevê-los.
As palavras, tão companheiras dos aspirantes a poeta, dos que fazem delas seu meio de conviver com seu eu, com o outro.
As palavras tão devastadoramente cruéis, que uma vez ditas, jamais são apagadas.
As palavras, meu começo, meu meio, meu fim.

Nenhum comentário:
Postar um comentário