Uma breve história p/ domir:
O leão vivia na jaula. Era alimentado regularmente c/ ração. Criado em cativeiro o animal acostumou-se à comodidade da comida na boca, do lugar quente para dormir e, porque ñ, do olhar de admiração dos que passavam do lado de fora.
Um belo dia, por descuido, por falta de atenção, por estar ocupado d+ c/ outras coisas, o tratador deixou a jaula aberta. Num primeiro momento, sem sequer compreender o que estava acontecendo, o leão apenas olhou para fora e pôde perceber a imagem que agora ñ mais era fracionada como antes (efeito das grades sob seus olhos). O que antes lhe parecia dividido, fazendo assim com que sua jaula e sua vida lhe parecessem tão inteiras, agora aparecia a sua frente como um infinito de possibilidades.
Por dias o leão apenas olhou; observou, sentiu a ausência do tratador, de sua ração. O frio começou a incomodar, a fome doía. A jaula aberta, o medo do novo, o pavor do desconhecido: como seria a vida lá fora? Quem cuidaria, trataria, daria de comer? - ele se perguntava a todo instante.
Acordou, mais uma noite de jaula aberta, de frio, de fome. Mais uma manhã... As pessoas ñ mais se aproximavam de sua jaula com medo da porta aberta... O leão chegou até a porta, olhou para os lados como que implorando para que seu tratador chegasse e o salvasse dele mesmo, ou do que ele julgava ser tão perigoso e tão doloroso: A LIBERDADE. Temeroso, permaneceu sentado à porta, uma lágrima desceu, um último suspiro e nada. Sem mais temer, sem mais pensar ele saiu em disparada, correu mais do que pôde, mais do que jamais tivera espaço pra correr. Viu-se forte, imponente, capaz. Como que por encanto o frio passou... Com fome ainda, sentiu seu instinto gritar e foi à caça.
O tempo passou, o leão sobreviveu. Vive feliz, e hoje, independe de olhares desconhecidos de admiradores, de ração, de tratador. Vive a vida que escolheu, a vida que ele ousou, que ele conquistou.
E o tratador? Será só mais um na vida de outro pobre leão...
8 de julho de 2011

Essa é muito boa!!!
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